segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Os cristãos e a responsabilidade social - Reflexões sobre o Pacto de Lausanne

                                         

                                            A RESPONSABILIDADE SOCIAL CRISTÃ

 Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta." (Pacto de Lausanne)
Esse documento possui 15 artigos e reafirma temas fundamentais para a igreja cristã, especialmente a evangelização e responsabilidade social da igreja.
Ainda hoje, passado todos esses anos, não há duvida que o Pacto de Lausanne é como um estrondeante instrumento que ainda ecoa aos ouvidos da igreja na finalidade de que a mesma seja despertada para enfrentar os desafios atuais, pois mesmo depois de quase quatro décadas de sua promulgação os desafios ainda existem e precisam ser superados. Esses desafios são gerais e também de ordem particular nos indivíduos que se reconhecem como igreja.
Assim, inúmeros são os desafios que tem se colocado diante da igreja atualmente. Talvez, o maior de todos esses desafios é conscientizar cada membro do corpo de Cristo a se tornar um cristão relevante, que venha investir todos os seus dons e talentos em prol de sua comunidade, e num sentido mais amplo, para a própria sociedade. Para isso, é preciso procurar conhecer, estudar e se engajar diante das demandas sociais e políticas de nossas comunidades, levantando uma voz de consolo e esperança para pessoas sofridas e necessitadas.
Outro desafio a ser enfrentado, é reafirmar não só em discurso, mas em atividades também todos os artigos do Pacto de Lausanne, principalmente no que diz respeito a evangelização mundial, pois apesar da notoriedade que esse pacto trouxe ao evangelismo e missões, as igrejas locais têm feito muito pouco com respeito a isso. Precisa-se fazer muito mais para alcançar pessoas e nações com o Evangelho, acreditando que esse mesmo evangelho são as boas novas de Deus para todo o mundo.
Portanto, todos esses desafios têm me estimulado a buscar propósito para minha vida e ministério, começando por aceitar os postulados que preservam minha fé evangélica. Em seguida, sempre buscar o preparo para superar todas as dificuldades a ser enfrentadas, no intuito de ajudar construir uma sociedade marcada pela paz, justiça e tratamento igualitário a todas as pessoas.

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