segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Missões



Jesus incumbiu seus discípulos a "ir fazer discípulos de todas as nações" (Mateus 28:19), e durante os dois milênios seguintes ou mais, alguns cristãos tem se esforçado para realizar isso. Apesar de cristão poder e dever praticar evangelismo pessoal individualmente, existe um nome específico para a pratica organizada de mandar pessoas em projetos evangelísticos em lugares espiritualmente necessitados em outros países ou em seu próprio país. Nós chamamos de missões.

PRIMEIROS ESFORÇOS
Os primeiros apóstolos se esforçaram bastante para cumprir a ordem de Jesus. De acordo com a tradição, eles levaram o evangelho para a África, índia e também para a Europa. Lá pelo final do século três, igrejas foram estabelecidas em lugares distantes como a Inglaterra, a Espanha e no sul da Rússia. No entanto, os cristãos logo foram encontrados lutando contra heresia e as vezes uns contra os outros ao invés de declarar a fé em outras terras. Havia exceções, no entanto. São Patrick levou o evangelho para a Irlanda, Bonifácio levou o evangelho para as tribos alemãs em Hesse e Saxônia e Willibrord evangelizou a Holanda e a Dinamarca.

A REFORMA

Os reformadores protestantes estavam mais preocupados em fazer com que a Palavra de Deus ficasse clara para as pessoas de seus próprios países do que levar a Palavra para outros países distantes. Mas, 150 anos depois de Martin Lutéro, o movimento Pietista alemão desencadeou um a reação contra a ortodoxia morta da igreja. A primeira investida protestante ascendeu uma chama, mandando missionários para a índia e para a Groenlândia. Nicholas von Zinzerdorf, um nobre austríaco, mandou Moravian Brethren para o serviço missionário nas Antilhas, América do Sul e América do Norte. Na América do Norte espanhola, o Padre Kino, um padre jesuíta, começou o seu trabalho no sul do Arizona em 1686 e no século seguinte, o padre Junipero Serra implantou uma corrente de missões na costa pacífica (que hoje em dia é a Califórnia). Na costa leste, um ministro puritano inglês, John Eliot, evangelizou os índios Pequot e os agrupou em "cidades que oram". Ele traduziu a bíblia inteira para a língua alonquin e a publicou em 1663. A primeira sociedade missionária a ser enviada no continente foi a Society for the Propagation of the Gospel in New England em 1649. O SÉCULO XIX Em 1792 na Inglaterra, Carey um homem que amava mapas e línguas estrangeiras, publicou o seu livro "Enquiry into the Obligation of Christians to use Means for the Conversion of the Heathen," e pregou um sermão para os seus companheiros , os ministros batistas, sobre o texto que esta em Isaías 54:2,3 ("Amplia o lugar da tua tenda"), tomou como sua visão o depoimento "Espere grandes coisas de Deus. Faça grandes coisas para Deus", e ajudou a criar a Sociedade Missionária Batista.
No ano seguinte, ele e sua família se mudaram para a índia aonde ele trabalhou como tradutor da bíblia, lingüístico, educador e agricultor até a sua morte em 1834.

O SÉCULO XX E OS DIAS DE HOJE

Enquanto o século XIX foi um tempo de grandes pioneiros de missões e implantadores de igrejas, o século XX foi um tempo mais voltado para uma avaliação e para educação. Alguns dos primeiros missionários pareciam muitos ligados ao colonialismo e aos costumes do oeste. Alguns estavam preocupados somente com o evangelismo e não com a plenitude da vida. Como resultado disso, uma nova atenção foi dada ao desenvolvimento de igrejas nacionais tendo missionários como suporte. Durante o século XX o número de missionários estrangeiros protestantes cresceu e chegou a ter mais de 100,000. Uma nova tecnologia possibilita missões de alcançarem o que antes era inalcançável com rádio e televisão como também através de bíblias traduzidas e revistas. Algumas organizações missionárias foram organizadas para assistir outras organizações missionárias.
A igreja católica romana tem sido revitalizada em muitos países pelo movimento carismático. Quando a cortina de ferro caiu, os cristãos do oeste começaram a assistir a igreja nacional aonde eram antes países comunistas.
Igrejas independentes que não estão alinhadas com as organizações das missões do oeste têm multiplicado na África e o número de crentes está crescendo. Hoje a maior igreja cristã no mundo está localizada em Seoul, na Korea. Em lugares aonde missionários profissionais não podem ir, os que não são profissionais estão ganhando entrada e estão espalhando a Palavra de Deus enquanto trabalham em outra profissão.
Há problemas, no entanto. Em muitos países aonde a palavra de Deus tem sido espalhada, há uma grande necessidade de bíblias, recursos, treinamento e educação teológica. Em nações como o Sudão, a Nigéria, a Indonésia e as Filipinas, os cristãos estão encarando uma perseguição severa. O número de martirs cristãos nesses países tem aumentado dramaticamente. Deste modo, o desafio da incumbência de Jesus continua.

Arqueologia e a Bíblia



VISÃO GERAL

Arqueologia é a ciência que recupera e estuda o que os homens deixaram para trás. O que alguns podem considerar lixo imprestável, os arqueólogos bíblicos consideram pistas valiosas para a história bíblica.
Algumas pistas encontram-se enterradas em diferentes níveis em montes, outras sobrevivem como ruínas ou monumentos resistentes ao tempo. Muitas das descobertas são descritas em línguas antigas. Outros "achados" são remanescentes da vida quotidiana: cerâmica, madeira, miudezas, brinquedos, enfeites, fragmentos ocasionais de tecido e armas enferrujadas. Cada um desses itens é parte de uma estória - a estória das pessoas que um dia as usaram ou fizeram. Essas descobertas freqüentemente transformam teorias sobre o modo de vida das pessoas em fatos. Algumas vezes, essas descobertas transformam "fatos" há muito tempo aceitos em ficção. Apesar de tudo, elas formam a base do estudo da arqueologia.

DESCOBERTAS


Muitas descobertas arqueológicas excepcionais aconteceram de maneira totalmente acidental. Em Ras Shamra, na Síria, um arado de lavrador golpeou uma tumba que levou à descoberta do antigo lugarejo de Ugarit. Um beduíno, em busca de uma cabra perdida descobriu uma caverna em Qumran que continha pergaminhos do Mar Morto. Em 1887, uma egípcia encontrou as lápides de Amarna enquanto procurava tijolos em decomposição para usar como fertilizante. Em 1945, coletando excremento de pássaros nas cavernas próximas a Nag Hammadi, egípcios descobriram importantes manuscritos sobre uma seita religiosa popular chamada Gnosticismo. Esses achados ocasionais, entretanto, não são a norma.
Na moderna arqueologia , cientistas identificam potenciais sítios, que são cuidadosamente pesquisados, fotografados do espaço aéreo e testados com relação a metais e outras anomalias subterrâneas. Há necessidade de complexo equipamento eletrônico. Os artefatos recuperados são datados de acordo com o nível em que foram achados no sítio. Outros métodos de identificação da data são também usados, incluindo o radiocarbono. O objetivo é apresentar uma figura apurada cronologicamente desses artefatos e também do próprio sítio.O arqueólogo e o estudante do Oriente Próximo olham para esse testemunho de vida ancestral imaginando que estão lidando com dados reais e objetivos. Embora obviamente isso seja campo para alguma especulação ou diferença de opinião, os objetos são silenciosos, mas testemunhos reais em relação a pessoas e eventos do passado. As relíquias, entretanto, precisam ser entendidas propriamente como evidências e não serem manipuladas para satisfazer alguma interpretação especulativa de história, cultura ou religião. A arqueologia do Oriente Próximo pode nos ajudar a entender as Escrituras possibilitando dados objetivos do passado.
Se, por exemplo, um artefato contendo pinturas ou outras formas de escrita está datado de 3.000 AC aproximadamente, isto por si só nos diz que a comunicação escrita naquela região se remonta àquele período. Agora sabemos que os primeiros escritores do material do Velho Testamento poderiam facilmente compor e escrever todas as narrativas que lhes foram creditadas. Antes dessas descobertas alguns acreditavam que Moisés não poderia ter escrito o Pentateuco porque a escrita não havia sido inventada nos seus dias. De fato, descobertas arqueológicas mostraram que Moisés poderia ter escrito em hieróglifos egípcios, escrita cuneiforme (da Babilônia) e diversas línguas cananitas (dentre elas o hebraico) .
Às vezes é difícil conciliar algumas interpretações aceitas de dados arqueológicos e a evidência das Escrituras. Alguns conflitos, entretanto, tendem a diminuir visivelmente à proporção que novas informações se aproximam. A princípio o arqueólogo não tem interesse particular em "provar a verdade" das Escrituras e obviamente é impossível para uma pá ou uma colher provarem ou não as revelações e afirmações espirituais das Escrituras. Mas é razoável dizer que a arqueologia valida a história hebraica e explica muitos termos e tradições anteriormente obscuros, tanto do Velho como do Novo Testamento. Isso propicia um autêntico pano de fundo para as profecias culminando em Jesus.
A Palavra de Deus é verdade, independente da descoberta do homem. Entretanto, parece que a arqueologia é frequentemente um meio através do qual Deus nos permite abrir a cortina para ver a verdade com nossos próprios olhos.

O Apóstolo João.

O apóstolo João era conhecido como "o discípulo amado de Jesus". Foi o autor do quarto Evangelho no Novo Testamento. Também escreveu três epístolas (cartas a outros cristãos) e o livro do Apocalipse.O apóstolo João gozava de alta reputação entre os cristãos e sua influência tem sido sentida através dos séculos. Embora muitos cristãos o respeitem, não sabemos muito de sua vida. Quando a Bíblia fala de João, ele está sempre acompanhado de Pedro ou Tiago. E mesmo quando a Bíblia menciona João e Pedro, é quase sempre Pedro que está falando. Por isso é difícil termos um quadro completo de como foi a vida de João. Entretanto, juntando-se diferentes histórias do Novo Testamento, podemos ter uma idéia melhor sobre a vida do "discípulo que Jesus amava".

JOÃO NOS EVANGELHOS SINÓTICOS

Os Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) nos dão a maioria das informações biográficas que temos sobre João. O nome do pai de João era Zebedeu e João tinha um irmão chamado Tiago (Mateus 4:21). O Evangelho de Mateus nos conta que Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e José, e "a mãe dos filhos de Zebedeu" estavam presentes na morte de Cristo (27:56). O Evangelho de Marcos também cita três mulheres: Maria Madalena, Maria mãe de Tiago, e Salomé (Marcos 15:40). Quando comparamos estas duas passagens na Bíblia, podemos deduzir que Salomé pode ter sido o nome da mãe de João. Além disso, o Evangelho de João nos relata que Salomé era irmã da mãe de Jesus (João 19:25). Assim João seria primo de Jesus. Não podemos ter certeza disso, porque certamente havia muitas outras mulheres aos pés da cruz durante a crucificação (Mateus 27:55). Muitas pessoas aceitam que Jesus e João eram primos, mas não há certeza absoluta sobre isso.João fazia parte do grupo de discípulos que Jesus convocou às margens do Mar da Galiléia (Mateus 4:21-22 e Marcos 1:19-20). Foi um dos primeiros discípulos chamados. É possível que fosse o companheiro anônimo de André quando aquele apóstolo seguiu a Jesus (João 1:35-37).

OS DISCíPULOS MAIS PRÓXIMOS DE JESUS

Jesus escolheu três discípulos - Pedro, Tiago e João - para estarem especialmente perto dele durante o seu ministério na terra. Por causa de sua posição especial, estiveram com Jesus durante as grandes ocasiões. João, Tiago e Pedro estavam presentes com Jesus na Transfiguração (Mateus 17:1-2, Marcos 9:2 e Lucas 9:28-29). Jesus também levou justamente esses três para a casa de Jairo quando ressuscitou a filha daquele homem (Marcos 5:37, Lucas 8:51). Antes de Jesus ser preso, estava orando com Pedro, Tiago e João no Jardim do Getsêmane (Mateus 26:37, Marcos 14:33). Embora Jesus tivesse ficado zangado com eles por estarem dormindo em vez de orarem, não devemos esquecer o fato de que em seu tempo de grande aflição, quando se preparava para morrer na cruz, Jesus quis que esses três discípulos estivessem perto dele.Há outras ocasiões em que João é mencionado nos Evangelhos. Lucas nos conta que João, que era pescador, ficou muito surpreso quando milagrosamente Jesus fez com que os discípulos apanhassem uma enorme quantidade de peixe (Lucas 5:9-10). Quando o ministério de Jesus estava quase encerrado, a Bíblia nos relata como João, Pedro, Tiago e André perguntaram a Jesus quando chegaria o fim do mundo e qual seria o sinal para esse acontecimento (Marcos 13:3-4). Também durante a última noite em que estiveram juntos, Jesus mandou que Pedro e João preparassem a ceia da Páscoa (Lucas 22:8).