sexta-feira, 28 de março de 2014

O Que é Temor do senhor ?

Temer a Deus significa ter uma reverência por Ele tão grande, que vai certamente influenciar como vivemos nossas vidas. Temer a Deus é respeitá-lO, submeter-se a Ele e louvá-lO com admiração.
Muitos têm a tendência de minimizar o temor de Deus dos crentes a apenas "respeito" por Ele. Embora respeito faça parte do conceito, temer a Deus na verdade significa mais do que isso. O bíblico temor de Deus, para o crente, inclui a compreensão do quanto Deus abomina o pecado, e por amor a Deus não praticamos, ou pelo menos nos desviamos do mau.
Os crentes não devem ter "medo" de Deus. Não há nenhuma razão para que tenhamos medo dEle. Temos a Sua promessa de que nada pode nos separar do amor de Deus (Romanos 8:38-39). Temos a Sua promessa de que Ele nunca vai nos deixar ou nos abandonar (Hebreus 13:5).


O TEMOR DO SENHOR!
O TEMOR DO SENHOR produz CONFIANÇA e OBEDIÊNCIA
O homem que teme a Deus não precisar temer a mais nada!

A palavra temor no dicionário se refere a medo, pavor, terror, etc. Mas você também vai encontrar ela com o significado de sentimento de respeito ou reverência. Esse é o temor que nós devemos ter de Deus, de respeito e reverência ao onipotente.
Em provérbios existem alguns versículos que nos fala sobre o temor do Senhor e o que ele faz em nossas vidas. Acompanhe comigo:
Pv. 1:7 – “O Temor do Senhor é o princípio do saber”. Isso significa que quem teme ao Senhor é sábio.
Pv. 3:7 – Mandas que não sejamos sábios aos nossos olhos, mas que temamos ao Senhor e apartemo-nos do mal.
Pv. 8:13 – Diz que o temor do Senhor consiste em aborrecer aquilo que Deus aborrece: o mal, a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa.
Pv. 9:10 – novamente diz que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria.
Pv. 10:27- Diz que o temor do Senhor prolonga nossos dias.
Pv. 14:26.27 – Diz que o temor do Senhor nos ampara e é fonte de vida para desviar da morte.
Pv. 15:16 – Diz que é melhor temer ao Senhor e tem pouca coisa do que ser rico e inquieto.
Pv. 15:33 – Diz que o temor do Senhor é a instrução da sabedoria.
Pv. 16:6 – Diz que o temor do Senhor nos faz evitar o mal.
Pv. 19:23 – Diz que o temor do Senhor conduz a vida e quem o tem é satisfeito e não é visitado pelo mal.
Pv. 22:4 – Diz que temer ao Senhor e ser humilde são riquezas, honra e vida.
Pv.23:17 – Nos manda perseverar em temer ao Senhor e não invejar os pecadores.
Pv. 28:14 – Diz que feliz é o que teme ao Senhor constantemente e não endurece o coração.
A oração do Salmista: “Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome.” Salmos 86:11
O temor a Deus é a joia perdida na igreja hoje. A irreverência e a falta de respeito a Deus é uma marca registrada da nossa geração. Muitos perderam a admiração e a consideração por Deus. Mas, nem sempre foi assim. O temor do Senhor estava presente no coração dos primeiros crentes. A igreja primitiva crescia e se edificava, porque caminhava no temor do Senhor e na consolação do Espírito Santo. Os crentes obedeciam ao mandamento: “Temei a Deus” (1Pe 2.17; Dt 13.4).
Precisamos urgentemente resgatar ou restaurar o temor a Deus, em nossas vidas.
 A palavra “temor” significa a qualidade positiva de “respeito”, “reverência” e “piedade”.
O temor a Deus é algo preciosíssimo. Ele resume o sentido da vida: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: teme a Deus e guarda os Seus mandamentos” (Ec 12.13).

O TEMOR DO SENHOR É ODIAR O PECADO
O temor do Senhor é aborrecer o mal; a soberba, e a arrogância, e o mau caminho, e a boca perversa aborreço. - Provérbios 8.13 (arc)
 O temor a Deus deve levar o crente a afastar-se do mal (16.6) e abominar o pecado, o qual desagrada a Deus e destrói, tanto a nós, como aqueles a quem amamos. (bep).

NO TEMOR DO SENHOR HÁ RECOMPENSA

 A recompensa da humildade e do temor do SENHOR são a riqueza, a honra e a vida.
Provérbios 22.4 (nvi)

 O homem humilde, que “teme o Senhor” (o lema do livro;ver prov.1. 7), será abençoado por Ele, material e espiritualmente. “A recompensa pela humildade e pelo temor do Senhor é a riqueza e a honra”. (ati). - Aqueles que permanecerem fiéis a Deus receberão essas bençãos no tempo determinado por Ele. Todo o povo de Deus estará entre aqueles que “herdarão a terra” (Mt.5.5). Já aqui, os pobres de Deus são considerados ricos nos bens e honras espirituais (Ap.2.9). (bep).

NO TEMOR DO SENHOR HÁ CONFIANÇA

 No temor do Senhor, há firme confiança, e ele será um refúgio para seus filhos.
Provérbios 14.26 (arc)

 O homem que teme ao Senhor tem forte confiança. O homem que teme ao Senhor tem confiança em seu forte amparo. “Confiantes que Ele os ama e se deleita neles; que Seus olhos estão fixos sobre eles; e que o Seu coração está voltado para eles, suprirá cada uma de suas necessidades e os protegerá e defenderá” (John Gill) – (ati).

O TEMOR DO SENHOR PROLONGA A VIDA

 O temor do Senhor prolonga a vida, mas a vida do ímpio é abreviada.
Provérbios 10.27 (nvi)

 Esse provérbio não oferece aos justos imunidade contra a hipótese de morte precoce. Nem é garantia de que os perversos sempre morrerão cedo. Aqui, estão delineados princípios gerais da vida: se levarmos vida justa, podemos evitar muitas ações tolas que causariam a nossa morte antes do tempo. Em contrapartida, se seguirmos os caminhos de Deus, em geral teremos vida mais feliz, saudável e longa. (bev).

NO TEMOR DO SENHOR NADA FALTA

 Temam o Senhor, vocês que são os seus santos , pois nada falta aos que o temem.
Salmos 34.9 (nvi)

 Note que as promessas deste salmo são condicionais, e reservadas somente a quem de fato teme ao Senhor. Deus promete nos livrar do medo (v4), nos salvar nas crises (v.6,17), pôr anjos ao nosso redor (v.7), suprir as nossas necessidades (v.9), dar-nos vida abundante (v.12), ouvir nossas orações (.15), confortar-nos com a sua presença (v.18), e livrar nossa alma (v.22) – mas somente se buscarmos ao Senhor (vv.4,10), clamarmos a Ele (v.6), guardarmos nossa língua do mal da mentira (v.13), fizermos o bem e proclamarmos a paz (v.14), tivermos um coração contrito (v.18) e formos seus servos (v.22). (bep).


segunda-feira, 3 de março de 2014

O ministério Pastoral Contemporâneo


O ministério Pastoral é um ofício criado e exercido pelo próprio Deus. Cremos que antes de abordarmos a questão contemporânea do assunto, faz-se inevitável abordar-mos um correto modelo Bíblico a respeito do exercício ministerial de um pastor. De maneira nenhuma, o criador de todas as coisas, nos deixaria órfãos de exemplos nesta área. A medida que nós estiver-mos abordando alguns conceitos quanto ao oficio ministerial da vida de um pastor, convidamos o leitor a trazer a memória exemplos vivenciados no relacionamento ovelha/pastor por cada um de nós, afim de traçar-mos um paralelo com o assunto na contemporaneidade.
Visando traçar este paralelo entre um exemplo Bíblico do ministério pastoral e os dias de hoje, façamos uma breve exegese, ainda que superficial do texto contido no livro dos Salmos, capítulo vinte e três.
“O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.” (vrs.1)
O salmista demonstra uma certeza e convicção de quem é o seu pastor. Cremos que este seja o primeiro passo, saber exatamente quem estamos seguindo. A medida que conhecemos nosso pastor, podemos relatar algumas de suas particularidades. Sabemos descrever qual o timbre da sua voz, a maneira de falar, de andar, de agir, qual o seu temperamento, virtudes, normas..., inúmeros podem ser os relatos quanto as características de um específico pastor, isto vai depender do grau de intimidade vivenciado com ele. A certeza de Davi quanto ao seu pastor era convicta. Parece redundante mais não é! Ele sabia muito bem que era o seu pastor, por conta disto, afirmou com segurança: “...nada me faltará”(vrs.1) O registro deste relacionamento entre Davi e seu Pastor, logo no primeiro versículo nos demonstra qual o modelo ministerial a ser seguido por todos aqueles vocacionados a este ofício. Conhecemos realmente o nosso pastor, ou ele anda ocupado demais com assuntos administrativos, jurídicos ou de interesses próprios? Nos sentimos acolhidos por ele nos momentos mais difíceis da caminhada? O seu pastor te conhece pelo nome, ou de ouvir falar? Poderíamos dizer com a mesma certeza do salmista, que não faltará no mínimo atenção e cuidado para conosco?
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.” (vrs.2)
O verdadeiro pastor, esta sempre em busca de pastos verdejantes para suas ovelhas. Esta é mais uma característica relacionada ao cuidado. Pastos verdejantes demonstra preocupação quanto ao alimento do rebanho, ao ponto de poder comer e tirar uma boa pestana após a refeição. Como alguém satisfeitíssimo com a refeição oferecida, não podendo de nada reclamar. Sua única preocupação após a refeição é descansar na confiança e vigilância do seu pastor.
“...guia-me mansamente...” O verdadeiro pastor, é aquele que nos da a direção em que devemos seguir. A direção das ovelhas está totalmente condicionada ao trajeto traçado pelo pastor. O texto nos relata que o bom pastor, é aquele que guia suas ovelhas com mansidão, para que nada se perca e tudo seja aproveitado, não dispersando nada, fazendo com que todas o sigam, chegando em segurança ao local planejado. Como tem sido o trato contemporâneo dos pastores com suas ovelhas? A mansidão tem sido o tempero nas questões mais simples ou mais complexas na trajetória do rebanho?
“...a águas tranqüilas.” Ovelhas são animais sensíveis e vulneráveis a ações externas. Portanto o cuidado do pastor é imprescindível na hora de escolher um local tranqüilo para saciar a sede do rebanho. A sede do rebanho de maneira nenhuma pode ser ignorada, mas a tranqüilidade no caminhar é fruto das escolhas do pastor. Por onde nós estamos andando? Para onde estamos sendo conduzidos a matar nossa sede diária?
“...Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome” Todos nós precisamos de refrigério. Ninguém vive a mil por hora o tempo todo. Nossa alma precisa constantemente de descanso. Para descansar é preciso escolher um lugar certo, de preferência tranqüilo. Todo bom pastor precisa saber quando suas ovelhas precisam de descanso e refrigério. Faz-se necessário leva las para lugares calmos, trilhando caminho de justiça. Somente os justos merecem descanso. Existe alguém que diga: O bom descanso dos justos. Deus faz isto conosco, por amor ao seu nome! Todo bom pastor tem um nome a zelar. É preciso que ele seja respeitado pelas ovelhas mediante atitudes justas. Vivemos tempos difíceis, onde pastores não tem dado refrigério a seus rebanhos, muitas vezes os tem deixados cansados, com fome e nus, uma vez que fora retirada toda a lã das ovelhas. Que nome este pastor tem a zelar? Você já encontrou algum pastor assim?
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo;” Isto nos faz lembrar as palavras de Jesus: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. O bom pastor é a melhor companhia, em tempos de alegria, mas principalmente, em tempos de dificuldade. Todos nós passamos ou passaremos em momento oportuno pelo vale da sombra da morte. Quem nunca passou por um dia mal. O dia mal chega para todos, o que faz a diferença é saber que como ovelha, existe um bom pastor me guiando, cuidando e protegendo. O Salmista afirma não temeria mal algum, ele sabia muito bem do que e de quem estava falando. A intimidade ou proximidade com o pastor nos faz ter certeza e convicção da proteção, não importando o lugar, o tempo ou as circunstâncias. O bom pastor está sempre conosco. Nos momentos mais difíceis, você tem liberdade para clamar por socorro? Existe alguém disponível para ajudá-lo no que for preciso? Poderíamos dizer da mesma forma que o salmista, o meu pastor está comigo?
“...a tua vara e o teu cajado me consolam.” Pastores de verdade, cuidam, alimentam, protegem, mas também disciplinam! A vara como instrumento nas mãos do pastor para guiar o rebanho, o cajado para disciplinar as ovelhas mais difíceis de serem controladas. Vivemos dias em que o rebanho de ovelhas chamada igreja tem procurados sermões de auto-ajuda, procurando na grande maioria escutar daquilo o que é agradável aos ouvidos. Alguns pastores sabem muito bem do que estamos abordando. Na tentativa de manter seu rebanho sempre volumoso, procuram evitar o uso da vara e do cajado, para não passarem por maiores constrangimentos com suas ovelhas. O verdadeiro pastor não deve se esquivar da atitude repreensiva, caso contrário, estará cuidando de lobos, não de ovelhas.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.” O verdadeiro pastor, comemora as vitórias das suas ovelhas. Ele prepara um banquete diante das adversidades vencidas, unge suas ovelhas com o óleo, com a presença do Espírito Santo, até que o cálice transborde... Isto é uma comemoração de verdade! Uma comemoração transbordante, não pela metade. O bom pastor honra a quem deve honrar para que seja dado testemunho. Ele sabe bem o poder influenciador de um bom testemunho. Ele não toma para si os louros da glória! Ele compartilha com todos uma vitória.
“Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; Certamente a bondade e a misericórdia estarão conosco, a medida que depositamos nossa confiança nas mãos do pastor certo. Quando fazemos isto, só nos resta a certeza de estar-mos diante a sua bondade e misericórdia. Precisamos lembrar, que bondade e misericórdia também são sentimento humanos. Um pastor que não possui estas prerrogativas, não pode ser considerado um pastor de verdade.
e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.” Habitar na casa do Senhor é o objetivo de todos nós, não só hoje, mas para todo sempre... Um lugar de bondade eterna! Pastores de hoje precisam entender que não só a casa é do Senhor, mas todos os que estão destinados a morarem nela. Este precisa ser o prisma do ministério pastoral contemporâneo.
Este é o modelo registrado por Deus, para o cumprimento do ofício ministerial de homens vocacionados por Ele, chamados para serem zeladores da igreja mística de Cristos. Homens que atuem como servos, assim como Cristo Jesus.
De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Fp 2.5-8)
O ministério pastoral contemporâneo precisa urgentemente rever suas práticas. O padrão estabelecido esta registrado nas Escrituras Sagradas. O texto bíblico nos mostra que a postura de um verdadeiro pastor é a de dar a vida por suas ovelhas. Jesus abordou esta questão usando a tão famosa, porém tão esquecida parábola da ovelha perdida.
Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la? (Lc 15.4)
Este é o padrão, esta é a norma, isto é o que se espera ainda hoje, século XXI, para o correto cumprimento do ofício ministerial pastoral contemporâneo. O ministério pastoral contemporâneo, precisa permanecer contemporâneo, assim como as verdades Bíblicas que transcendem o tempo permanecendo verdadeiras e atuais. Sigamos o padrão Bíblico para o exercício desta função, somente desta maneira estaremos sempre atualizados e capacitados para o cumprimento deste exercício ministerial.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Tu Porém Vai Até o Fim
Texto Bíblico: Daniel 12.13

Introdução: Começar não é difícil, mas chegar até o fim é sempre um desafio. Na carreira que nos foi proposta. (Hb 12.1), só haverá coroação para aqueles que forem até o fim. Em (Ap 2.10), Jesus disse: “Se fiel até a morte (o fim), e dar-te-ei a coroa da vida.”

1- O Que é o Fim?:

Fim significa conclusão, termino remate, desfecho, limite. Lugar ou momento em que cessa alguma coisa. Propósito, intuito, alvo. Morte. – do mundo: destruição da terra e da humanidade a realizar-se nos tempos futuros, segundo a Bíblia. Súbita transformação do tempo que provoca aflição; barulho ou confusão muito grande, lugar muito distante.

2- O Que Bíblia Diz Sobre o Fim:

- “… o fim vem! O fim vem sobre os quatro cantos da terra.” (Ez 7.2).

- “… porque o fim virá…” (Dn 11.27).

- “… o fim está próximo…” (1Pe 4.7).

3- Porque Devemos ir Até o Fim?:

Porque esse é o objetivo da nossa chamada. (v.13; Mt 24.13).
“Porque melhor é o fim das coisas do que o princípio delas…” (Ec 7.8).
“Por que… aquele que há de vir virá; e não tardará.” (Hb 10.37).
Porque no fim seremos recompensados. (Ap 2.10; 22.12).
4- O Que é Necessário Para Chegar Até o Fim:

Deixar todo embaraço. (Hb 12.1).
- “Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta.”

Prosseguir para o alvo. (Fl.3.14).
- “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”

Combater o bom combate. (2Tm 4.7).
- “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.”

Perseverar até ao fim. (Mt 10.22).
- “… aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.”


Resumo: Deus dará vitória para os que verdadeiramente forem até o fim. Prossiga! A Escritura Sagrada diz: “… aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.” (Mt 10.22). Persevera! – “… Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” (Ap 2.10). Não desista!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O Avivamento Wesleyano


"Eu me coloco em chamas, e o povo vem para me ver queimar" - John Wesley (respondendo à pergunta de como ele atraía as multidões)
"Eu considero todo o mundo como a minha paróquia; em qualquer parte que eu esteja, eu considero que é certo, correto e o meu sagrado dever declarar a todos que estejam dispostos a ouvir, as boas novas da salvação." - John Wesley
"Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo." - John Wesley
(Citações do livro "On Earth as it is in Heaven" por Stephen L Hill)
O Grande Reavivamento dos anos 1739 - 91 é freqüentemente chamado de Reavivamento Wesleyano. É que, embora Deus tivesse usado grandemente George Whitefield, os dois irmãos Wesley e dúzias de pregadores leigos para acender o fogo de reavivamento, John Wesley pregou em mais lugares, a mais pessoas e durante um maior número de anos do que os outros. Ele também fez mais para conservar o fruto do reavivamento. John Wesley foi claremente o líder escolhido por Deus para este impressionante despertamento espiritual. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento
John Wesley nasceu no dia 17 de junho de 1703, em Epworth, Lincolnshire, Inglaterra. Com dezessete anos ele começou estudar teologia na faculdade de Oxford, e recebeu sua diploma de bacharel em 1724 e seu doutorado em 1727. Ele foi consagrado ministro da igreja Anglicana (Igreja da Inglaterra) em 1724. John continuou na faculdade de Oxford, onde ele era membro do Conselho da Faculdade Lincoln e professor de grego.
Em 1729 Charles Wesley, o irmão de John, e mais dois estudantes começaram um pequeno grupo que se reunia para oração, estudo bíblico e encorajamento mútuo. John logo tornou-se o líder do grupo, que era chamado o "Clube Santo". Eles usavam um sistema metódico de auto-exame e auto-disciplina, e por este motivo foram chamados de 'metodistas' por alguns. O grupo nunca cresceu muito, variando entre 10 e 15 membros, com um máximo de 25. Um outro jovem chamado George Whitefield juntou-se ao grupo depois de alguns anos, tornando-se um grande amigo de John Wesley.
Em outubro de 1735 John e Charles Wesley viajavam para América como missionários, porém depois de um pouco mais que dois anos, John voltou a Inglaterra, em fevereiro de 1738, preocupado com sua própria salvação. "Fui para a América converter os índios", ele lamentou, "mas, oh, quem vai me converter?". Poucos meses depois, no dia 24 de maio, John teve uma experiência na qual ele obteve a certeza da sua salvação pelá fé. Poucos anos depois, John e outros membros do Clube Santo tiveram uma experiência poderosa de enchimento com o poder do Espírito Santo:
No dia do Ano Novo, 1739, John e Charles Wesley, George Whitefield e mais quatro membros do Clube Santo fizeram uma festa de amor [santa ceia] em Londres. 'Cerca de três da manhã, enquanto estávamos orando, o poder de Deus caiu tremendamente sobre nós, a tal ponto que muitos gritaram de alegria e outros caíram ao chão (vencidos pelo poder de Deus). Tão logo nos recobramos um pouco dessa reverência e surpresa na presença da Sua majestade, começamos a cantar a uma voz: "Nós te louvamos, ó Deus; Te reconhecemos como Senhor"'. Este evento foi chamado de Pentecoste Metodista. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento
A partir deste dia, um grande avivamento começou. Dentro de um mês e meio, George Whitefield estava pregando para multidões de milhares, com John Wesley fazendo o mesmo dentro de três meses. Com apenas 22 anos de idade, Whitefield começou a pregar ao ar livre:
As multidões aumentavam diariamente até chegar a vinte mil ouvintes. Os mais ricos ficavam sentados em seus coches e outros em seus cavalos. Alguns sentavam nas árvores e em toda parte o povo se reunia para ouvir Whitefield pregar. Todos eram às vezes levados a chorar, conforme o Espírito de Deus descia sobre eles.
Whitefield continuava insistindo com Wesley para ir a Bristol e ajudá-lo. Em abril, Wesley ficou ao lado de Whitefield em Kingswood, ainda questionando se era adequado falar fora do prédio da igreja. Naquela noite Whitefield pregou sobre o Sermão do Monte. De repente compreendeu que Jesus também pregara ao ar livre. Whitefield voltou a Londres e no dia seguinte Wesley pregou então a três mil ao ar livre em Kingswood. Ele permaneceu em Bristol durante dois meses, mais ocupado do que nunca. Seus cultos das 7 horas da manhã de domingo geralmente tinham de cinco mil a seis mil ouvintes.
Ali, para surpresa de Wesley, ele começou a observar o Espírito Santo convencendo poderosamente as pessoas de seus pecados enquanto pregava. Indivíduos bem vestidos, amadurecidos, repentinamente gritavam como se estivessem em agonia. Tanto homens como mulheres, dentro e fora dos prédios das igrejas, tremiam e caíam no chão, Quando Wesley interrompeu seu sermão e orava em favor deles, logo encontravam paz e rejubilavam-se em Cristo.
Um quacre [membro de uma seita evangélica], grandemente aborrecido com os gemidos e gritos das pessoas que eram convencidas de seus pecados, foi repentinamente atirado ao chão em profunda agonia por seus próprios pecados. Depois de Wesley ter orado, o quacre exclamou: "Agora sei que és um profeta do Senhor". Cenas similares ocorreram em Londres e Newcastle. Wesley não encorajava essas reações emocionais e declarou que poderia haver casos de fingimento. Ele falava sempre em voz calma e controlada, sem mostrar emoção. Mas reconheceu também que o poder de Deus estava operando, convencendo e transformando pessoa após pessoa.
Wesley Duewel, O Fogo de ReavivamentoWhitefield continuo pregando a milhares, na Inglaterra e nos Estados Unidos, até sua morte, aos 56 anos, em 1770. Ele e o John Wesley tiveram uma diferença de teologia, com o Whitefield se tornando calvinista e associando-se à igreja Presbiteriana, porém os dois permaneceram grandes amigos. Sabendo das suas diferenças doutrinárias, alguém perguntou a Whitefield se ele achava que iria ver o John Wesley no céu. "Temo que não", ele respondeu, "ele estará tão perto do trono eterno, e nos tão distantes, que quase não veremos ele".
O ministério de evangelismo do Wesley continuou a crescer, e ele começou a criar "sociedades de avivamento" nos lugares onde ele ministrava. Este grupos pequenos se reuniam para oração, encorajamento e estudo bíblico. No início Wesley encorajava os grupos a permanecer na Igreja na Inglaterra, mas diferenças com a igreja a respeita a seu estilo de pregação ao ar livre, sua mensagem de salvação pela fé, e sua utilização de leigos como pregadores e líderes das sociedades, levou ao estabelecimento da igreja Metodista.
John Wesley viajou extensivamento, na Inglaterra e na Ámerica, e o fogo de avivamento se espalhou rapidamente. Em agosto de 1770 havia 29.406 membros, 121 pregadores e 50 zonas na Inglaterra e 4 pregadores e 100 capelas nos Estados Unidos. Quando Wesley morreu, no dia 2 de março de 1791, havia mais de 120.000 metodistas nas suas sociedades.


domingo, 29 de dezembro de 2013

Obede-Edom um homem que soube valorizar a presença de Deus


Texto base: 2SM6.1-11  Data: 970 a.C

Para falar de Obede-Edom eu preciso falar de Davi, o homem segundo o coração de Deus, que no hebraico seu nome significa ( o amado ), a principio foi coroado rei na cidade de Hebron em Judá, posteriormente todas as outras tribos de Israel se submetem ao seu reinado, Davi foi o primeiro monarca a reinar sobre todas as tribos de Israel e o maior de todos eles. Davi foi um homem de muitas habilidades, era adorador, poeta, guerreiro, profeta, político e rei.

O grande êxito no reinado de Davi se deve a sua postura quanto a presença de Deus, uma das suas primeiras atitudes como rei de Israel foi trazer de volta a Arca que já estava esquecida a mais de 20 anos na casa Abinadabe e seus filhos Uzá e Aiô, porém ao transporta-la de maneira errada sobre o carro de bois, quando na realidade a legislação mosaica é bem claro quando diz que a Arca deveria ser carregada pelos Levitas sobre os seus ombros, e como se isso não basta-se Uzá toca com as mãos para segurar a Arca e ele é morto no mesmo instante pela irreverência.

Quando o Senhor manda que Moisés construa a Arca, Ele diz que a sua PRESENÇA iria com o povo. Então a Arca do Senhor representava a presença do Senhor no meio do povo. A palavra SHEKINAH é hebraica que significa PRESENÇA, então a SHEKINAH não é a GLÓRIA DO SENHOR, pois a palavra hebraica para ela é KAVOD.

E neste momento uma coisa inusitada acontece, um Rei batendo na porta do servo sem ser anunciado para lhe pedir um favor, sim !! quando Deus quer agir é assim que ele faz, o Rei Davi que estava vindo com sua comitiva “preparada” para levar a Arca da Aliança para Jerusalém no meio do caminho a Arca quase cai no chão e Uzá o filho de Abinadabe tenta segura-la e é morto no mesmo instante, o rei Davi cheio de temor no coração e sem saber o que fazer no momento, desiste de levar a Arca e olhando para o lado este vê a casa de tapera humilde a beira da estrada e resolve ir ate lá chamando ao morador observa a uma mulher raquítica, sofrida saindo ao seu encontro , reconhecendo está ao Rei chama ao seu marido Obede-Edom que o recebe e o rei explica que deixara ali a Arca do Senhor por um período e depois voltaria para busca-la.

 -Como trarei a mim a Arca do Senhor, isto é Como trarei a mim a Presença de Deus?

           Dentro da Arca havia 3 objetos com um forte significado profético:

         AS TÁBUAS DA LEI = Que foram escritas com o dedo de Deus.

               Representam a PALAVRA DE DEUS PAI

         UM  POTE COM UMA PORÇÃO DO MANÁ = O pão que caiu do céu para alimentar o povo no deserto. Representa JESUS, o FILHO DE DEUS,  o “Pão Vivo” que veio do céu para saciar a alma do homem.

         A VARA DE ARÃO = Que floresceu de forma sobrenatural trazendo a direção de Deus ( A Revelação) sobre o sacerdócio. Representa a direção e a manifestação do ESPÍRITO SANTO.

Um símbolo perfeito da Presença de Deus em sua totalidade.

A Trajetória da Arca:

- Após a derrota dos filhos de Eli, a Arca fica 7 meses na terra dos Filisteus (I Sm.6:17)= Passa por 5 cidades trazendo enfermidades, pois trataram a Arca como um troféu de guerra.

- Bete-Semes (I Sm.6:17)= Curiosos morrem por olhar dentro da Arca. A curiosidade descartou o temor. Algo que também tem ocorrido em nossos dias.

- Casa de Abinadabe = A  Arca ficou ali 20 anos e nada aconteceu (I Sm.7:1-2). Quantos nesta hora tem feito o mesmo. Desprezam ao Senhor, não dão mais valor à Palavra, à oração, ao culto,deixaram as coisas do Senhor  virar uma rotina ou apenas um encontro social nos finais de semana, por isso, nada de novo acontece!

- Casa de Obede-Edom (I Cr.13:14) = Ficou lá apenas 3 meses e o Senhor o abençoou em tudo.

 Queridos a diferença de a Arca ficar na casa de Abinadabe e na casa de Obede-Edom foi o posicionamento de Obede pois assim que a Arca adentrou sua casa está recebeu lugar de honra em sua humilde residência.

 

                Quando a Arca, que é a presença de Deus, chega à casa de Abinadabe, com o passar do tempo ele e seus filhos se acostumam com a presença de Deus, e quando isso acontece, passam a não dar mais o devido valor naquilo que é valioso.

 Mas quando a Arca chaga na casa de Obede-Edom, ele procura dar o devido valor, a colocando em local de destaque. Ele amou, valorizou e honrou  a presença de Deus em sua casa.

                Penso que quando Obede-Edom se levantava, se é que conseguia dormir, a primeira coisa que fazia era ir ver a Arca em sua sala e se curvava para se aproximar, e sua esposa fazia o mesmo. Também quando ele chegava de seus trabalhos ele logo ia orar ao Deus de Israel diante da Arca, e sempre que passava pela sua sala lá estava ela, a presença de Deus bem no meio de sua sala. Havia uma grande reverência para com a Shekinah do Senhor na casa de Obede-Edom.

                Certo dia, quando Obede-Edom estava na roça, ele ouve um sons como de muitos cavalos, e na porta da cozinha um grito chamando por ele, era a sua esposa. Obede-Edom vem correndo largando tudo para traz e ao chegar era o rei Davi que quase não acredita no que vê, era tanta prosperidade, e ainda tinha filhos correndo pela casa.

                Davi olha para Obede-Edom e diz ter ficado sabendo que Deus tinha abençoado tudo quanto ele tinha, e Obede-Edom diz ser verdade, e o rei Davi completa dizendo que iria levar a Arca do Senhor, e Obede-Edom naquele momento diz algo ao rei com todo coragem, preste bem atenção:

__ Rei meu! A Arca do Senhor vai contigo, mas eu irei junto da Arca.

                Obede-Edom tomou uma decisão e com certeza sua esposa concordou. Eles iriam deixar tudo para estarem perto da SHEKINAH DO SENHOR. Obede-Edom quer estar sempre perto da SHEKINAH DO SENHOR. Outrora, um escravo edomita, pobre inimigo de Israel, descendente de Esaú, que negou a benção, e natural da cidade de Gate, de onde veio o inimigo de Israel o gigante( golias ) , mas agora um rico fazendeiro próspero e abençoado que deixava tudo para traz para andar junto da SHEKINAH DO SENHOR. Veja a vida de Obede-Edom.

O que importa para Deus é um coração sedento da sua Presença.
 Em I Crônicas 15: 17-19, vemos que Obede-Edom se tornou um porteiro e levita no santuário

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A esperança da glória

A bíblia foi escrita para que você tenha esperança: ( Rm.15.4) - porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito para que pela paciência e consolação das escrituras tenhamos esperança.
A esperança é o sonho do homem acordado. ( Aristóteles ) A esperança cristã ela é uma conexão entre perseverança fé e esperança.
Texto base:  (Colossenses 1.26,27)- Cristo em nós esperança da glória
Data em que a epístola foi escrita: (58-60 d.c) Paulo nunca visitou Colossos, o fundador da Igreja em Colossos foi Epafras um cooperador e amigo de Paulo converso através do ministério de Paulo em Éfeso.
Paulo escreve está carta aos Colossenses pois o sincretismo religioso era um problema na época, a tentativa de combinar as ideias de outras filosofias e religiões como o paganismo e o judaísmo com pensamentos gregos e misturar isso com a verdade Cristã resultou em uma heresia chamada gnosticismo ( nega a condição especial de de Deus e Salvador  de Jesus Cristo.
Paulo para tentar combater essa heresia que aparece em meio aos Colossenses ele escreve está carta ressaltando que Jesus é a cabeça da Igreja, que Ele é a imagem do Deus invisível, o Criador, o primogênito , mas o que eu quero destacar aqui é a esperança que Paula fala,  que Cristo cria em nós a esperança da glória ( Cl 1.27 ).
Existem pelo menos 2 tipos de esperança a natural e sobrenatural:
Dicionário esperança natural : Ato de esperar, expectativa ; aquilo que se espera.
Definição de Esperança sobrenatural: É a perseverante confiança em Deus.
A Esperança natural é a que todo ser humano em condições normais tem, a esperança de ser reconhecido no trabalho, a esperança de ter sua casa própria, de se casar ter filhos, de fazer uma faculdade, mestrado, doutorado etc... isso são exemplos de esperança natural, todos os homens possuem.
Essa esperança é natural terrena superficial quando comparada com a sobrenatural, a esperança natural que é a esperanças nas coisas naturais quando elas não acontecem as pessoas se frustram, adoece, umas entram até em depressão e outras em desespero até se suicidam quando se veem desesperados.( A esperança do mundo é a última que morre)
Mas a Esperança sobrenatural essa só quem conhece Jesus, só quem já nasceu de novo tem !
Precisamos ter uma esperança sobrenatural pois Paulo nos adverte em ( 1 Co 15.19 )- Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.
A esperança sobrenatural está alicerçada em 4 pontos, todos aqueles que tem a esperança sobrenatural tem essas esperanças:
1-                       Vou ser perfeito – ( 1 Co 15. 52)-  Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
2-                       Vou ser eterno – ( Tito 1.2 ) – Na esperança da vida eterna que Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos.
3-                       Todas as minhas necessidades serão supridas- ( Filipenses 4.19)- E o meu Deus segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, todas as nossas necessidades.
4-                       Vou ver Jesus como ele é – ( 1 João 3.2) – Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser . Sabemos que quando ele se manifestar, seremos semelhante a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.
5-                       Vou morar no céu – ( 1 Pedro 1.4)- Para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós.
A esperança do Cristão ela nunca morre pois é sobrenatural, um dia ele foi a cruz do calvário e se entregou a morte mas ao terceiro dia ela ressuscitou!!!!
Exemplos de homens que tinham uma esperança sobrenatural:
(Jó -19.25) – Por que eu sei que o meu redentor vive e por fim ele se levantará sobre a terra.
(Atos 16.19-26) – Paulo e Silas após serem açoitados adorão ao Senhor na prisão e Deus não resiste sacudiu aquela prisão. Paulo muito sábio não fugiu ganhou a vida do carcereiro e de sua família pra Jesus e no dia seguinte foi solto.
( Filipenses 4.12-13 ) – Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundancia como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece.
( Salmo 37.9) – O salmista Davi declara a minha esperança esta em ti Senhor! ( Muitos tem posto sua esperança nas mãos dos homens, coisas humanas nessa noite eu te desafio a colocar a sua esperança no Senhor!
( Matheus 6.33 )-  Buscai pois em primeiro lugar, o reino de Deus e sua Justica, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Muitos tem esperança em coisas terrenas, e são frustradas como na justiça, policia, pessoas, amigos, instituições, outras tem esperança nas cartas ou no taro, outras não saem de casa sem ver o horóscopo, e tem sua esperança frustrada, mas que tem a sua esperança em Deus jamais será frustrado!!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Servo uma função pouco desejada

De fato o objetivo da época é o sucesso, o poder, o topo e o primeiro lugar. Meninas desejam ser capas de revistas, rapazes desejam o pódio mais alto, mulheres desejam caminhar por tapetes vermelhos da fama e homens desejam negócios, não apenas prósperos, mas que estejam em evidência, que possam aparecer na mídia. Temos presenciado uma geração competitiva, quando todo mundo passa a ser um adversário a ser vencido. Por isso há pouco espaço para cooperação, cumplicidade e amizade. Poucos são os que respeitam e admiram as pessoas que estão em posição de comando ou liderança, porque no íntimo da maioria não existe a alegria do sucesso do outro. Muitas vezes até colegas de trabalho se vêem como oponentes. Ainda me lembro de uma mulher que planejou a morte de uma colega de trabalho pois queria tomar o seu lugar dentro do espaço profissional. É claro que dificilmente em uma igreja se chegará a tanto, mas quantas vezes se mata psicologicamente irmãos com palavras, ofensas e comentários maldosos. Quantos já não deixaram algum cargo, algum trabalho ou mesmo a liderança de um ministério porque não suportaram as críticas desnecessárias, o olhar invejoso ou a expressão de antipatia? Claro, não deveriam ter abandonado os seus postos, sabendo que o reconhecimento e a recompensa vem antes de mais nada do Senhor. Mas o fato é que deixaram as suas posições porque não suportaram tantos ciúmes, invejas e competição. Infelizmente isso tem ocorrido com frequência. Para o espírito deste século não há espaço para a verdadeira colaboração, para a ajuda sem interesses, para o estender a mão apenas para ver o outro indo mais longe nas suas conquistas. É o espírito totalmente contrário ao ensinamento de Jesus: "Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos" (Marcos 9.35).

Diante das palavras de Jesus fica evidente que precisamos mesmo aprender a nos despir da mentalidade dos dias de hoje: a mentalidade competitiva, egoísta, centralizada nos interesses pessoais e amante do exibicionismo. Para sermos primeiros no Reino precisamos aprender a servir, mas, não resmungando, não com má vontade. O apóstolo Paulo recomendou: "Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas" (Filipenses 2.14). O verdadeiro servo é aquele que tem o coração de servo. Jesus disse: "Se alguém quiser". Não é algo que vem de fora, não é algo imposto, não é algo forçado, antes, uma escolha voluntária na graça do evangelho. "Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro". Derradeiro? Parece contraditório, mas não é. O Reino tem outros valores. O Reino tem outras perspectivas. Jesus estava querendo dizer que o nosso eu nunca deve querer ficar à frente dos demais. A prioridade não deve ser o nosso conforto, a nossa felicidade ou mesmo a nossa própria vida. "Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo" (Filipenses 3.7). Por isso em seguida Jesus fala sobre ser "servo de todos". Em outros termos, Ele está ensinando o significado de uma vida liberta do orgulho e da mesquinhez. Quanto mais o ser humano se volta para si, mais vazio e infeliz é. Em alguns momentos estive acompanhando noticiários sobre a vida dos famosos. Sim, pessoas bonitas, com muito dinheiro, fama e sucesso, mas desgraçadas no amor e na vida pessoal. Muitas delas alcançaram o topo da fama, são conhecidas no mundo inteiro, ganharam prêmios internacionais, mas são totalmente solitárias, deprimidas e vazias. É claro que não é pecado ter riqueza ou fama, mas quando a vida é voltada para isso, mais cedo ou mais tarde, a infelicidade, a escuridão e a tristeza inundarão a alma. Portanto, Jesus estava certo quando disse que se "alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos". Ele sabia perfeitamente o que estava dizendo. Ele conhece o autêntico caminho da felicidade e realização na vida. Por isso, Ele "aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo" (Filipenses 2.7). E você e eu? Que caminho estamos seguindo? A verdade é que ser servo nos dias de hoje, trata-se de uma graça pouco desejada. Mas que Deus por sua infinita graça e misericórdia, venha nos capacitar a seguir o exemplo de Jesus. Amém.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Historia do protestantismo desde o Brasil colonia até o neo-pentecostalismo

 
1. O contexto político-religioso (1500-1822)
Portugal surgiu como nação independente da Espanha durante a Reconquista (1139-1249), ou seja, a luta contra os muçulmanos que haviam conquistado boa parte da Península Ibérica vários séculos antes. Seu primeiro rei foi D. Afonso Henriques. O novo país tinha fortes ligações com a Inglaterra, com a qual iria firmar posteriormente o Tratado de Windsor, em 1386. O apogeu da história de Portugal foi o período das grandes navegações e dos grandes descobrimentos, com a conseqüente formação do império colonial português na África, Ásia e América Latina.
 
No final da Idade Média, a forte integração entre a igreja e o estado na Península Ibérica deu origem ao fenômeno conhecido como “padroado” ou patronato real. Pelo padroado, a Igreja de Roma concedia a um governante civil certo grau de controle sobre uma igreja nacional em apreciação por seu zelo cristão e como incentivo para futuras ações em favor da igreja. Entre 1455 e 1515, quatro papas concederam direitos de padroado aos reis portugueses, que assim foram recompensados por seus esforços no sentido de derrotar os mouros, descobrir novas terras e trazer outros povos para a cristandade.
 
Portanto, a descoberta e colonização do Brasil foi um empreendimento conjunto do Estado português e da Igreja Católica, no qual a coroa desempenhou o papel predominante. O estado forneceu os navios, custeou as despesas, construiu as igrejas e pagou o clero, mas também teve o direito de nomear os bispos, recolher os dízimos, aprovar documentos e interferir em quase todas as áreas da vida da igreja.
 
Um dos primeiros representantes oficiais do governo português a visitar o Brasil foi Martim Afonso de Souza, em 1530. Três anos depois, foi implantado o sistema de capitanias hereditárias, que, todavia, não foi bem-sucedido. Diante disso, Portugal começou a nomear governadores-gerais, o primeiro dos quais foi Tomé de Sousa, que chegou em 1549 e construiu Salvador, na Bahia, a primeira capital da colônia.
 
Com Tomé de Sousa vieram os primeiros membros de uma nova ordem religiosa católica que havia sido oficializada recentemente (1540) – a Sociedade de Jesus ou os jesuítas. Manoel da Nóbrega, José de Anchieta e seus companheiros foram os primeiros missionários e educadores do Brasil colonial. Essa ordem iria atuar ininterruptamente no Brasil durante 210 anos (1549-1759), exercendo enorme influência sobre sua história religiosa e cultural. Muitos jesuítas foram defensores dos índios, como o afamado padre Antonio Vieira (1608-97). Ao mesmo tempo, eles se tornaram os maiores proprietários de terras e senhores de escravos do Brasil colonial.
 
Em 1759 a Sociedade de Jesus foi expulsa de todos os territórios portugueses pelo primeiro-ministro do rei D. José I, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal (1751-1777). Por causa de sua riqueza e influência, os jesuítas tinham muitos inimigos entre os líderes eclesiásticos, proprietários de terras e autoridades civis. Sua expulsão resultou tanto do anticlericalismo que se alastrava pela Europa quanto do “regalismo” de Pombal, isto é, a noção de que todas as instituições da sociedade, em especial a igreja, deviam ser inteiramente subservientes ao rei. Pombal também determinou a transferência da capital colonial de Salvador para o Rio de Janeiro.
 
Desde o início da colonização, a coroa portuguesa foi lenta em seu apoio à igreja: a primeira diocese foi fundada em 1551, a segunda somente em 1676 e em 1750 havia apenas oito dioceses no vasto território. Nenhum seminário para o clero secular foi criado até 1739. Todavia, a coroa nunca deixou de recolher os dízimos, que vieram a ser o principal tributo colonial. Com a expulsão dos jesuítas, que eram em grande parte independentes das autoridades civis, a igreja tornou-se ainda mais fraca.
 
Durante o período colonial, a atuação dos bandeirantes, aventureiros que se embrenhavam pelo interior em busca de pedras preciosas e escravos, foi decisiva para a expansão territorial do Brasil. Suas ações foram facilitadas e incentivadas pela União Ibérica, ou seja, o controle de Portugal pela Espanha durante sessenta anos (1580-1640). Os bandeirantes chegaram a atacar as missões jesuíticas da bacia do rio Paraná, conhecidas como “reduções”, levando centenas de indígenas para os mercados de escravos de São Paulo. A escravidão de índios e negros foi uma constante no período colonial. Outro fenômeno marcante foi a corrida do ouro nas Minas Gerais (1693-1760), que trouxe benefícios e problemas.
 
No período colonial houve dois tipos bastante distintos de catolicismo no Brasil. Em primeiro lugar, havia a religiosidade dos colonos, escravos e senhores de engenho, centralizada na “casa grande” e caracterizada pela informalidade, pequena ênfase em dogmas, devoção aos santos e Maria e permissividade moral. Ao mesmo tempo, nos centros urbanos havia o catolicismo das ordens religiosas, mais disciplinado e alinhado com Roma. Havia ainda as irmandades, que por vezes tinham bastante independência em relação à hierarquia.
 
Em conclusão, no período colonial o estado exerceu um rígido controle sobre a área eclesiástica. Com isso a igreja teve dificuldade em realizar adequadamente o seu trabalho evangelístico e pastoral. O catolicismo popular era culturalmente forte, mas débil nos planos espiritual e ético. Apesar das suas debilidades, a igreja foi um importante fator na construção da unidade e da identidade nacional.
 
2. Presença protestante no Brasil colonial
 
Nos séculos 16 e 17, duas regiões do Brasil foram invadidas por nações européias: a França e a Holanda. Muitos dos invasores eram protestantes, o que provocou forte reação dos portugueses numa época em que estava em pleno curso a Contra-Reforma, ou seja, o esforço da Europa católica no sentido de deter e mesmo suprimir o protestantismo. O esforço pela expulsão dos invasores fortaleceu a consciência nacional, mas ao mesmo tempo aumentou o isolamento do Brasil.
 
2.1 Os franceses na Guanabara (1555-1567)
 
Em dezembro de 1555 chegou à baía de Guanabara uma expedição comandada por Nicolas Durand de Villegaignon. O empreendimento contou com o apoio do almirante Gaspard de Coligny (1519-1572), um simpatizante e futuro correligionário dos protestantes franceses (huguenotes).
 
Inicialmente, Villegaignon se mostrou simpático à Reforma. Escreveu ao reformador João Calvino, em Genebra, na Suíça, pedindo pastores e colonos evangélicos para sua colônia. Uma segunda expedição chegou em 1557, trazendo um pequeno grupo de huguenotes liderados pelos pastores Pierre Richier e Guillaume Chartier. Um integrante da comitiva era Jean de Léry, que mais tarde se tornou pastor e escreveu o livro História de uma viagem à terra do Brasil, publicado em Paris, em 1578. No dia 10 de março de 1557 esse grupo realizou o primeiro culto protestante da história do Brasil e das Américas.
 
Rapidamente surgiram divergências entre Villegaignon e os calvinistas acerca dos sacramentos e de outras questões. O pastor Chartier foi enviado de volta para a França e os colonos protestantes foram expulsos. O navio em que vários deles voltaram para a França começou a apresentar problemas e cinco deles se ofereceram para retornar à terra: Jean de Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon,, André Lafon e Jacques le Balleur.
 
Em resposta a uma série de perguntas apresentadas pelo comandante, esses homens escreveram um belo documento, a Confissão de fé da Guanabara (1558). Três deles foram executados por causa de suas convicções. André Lafon, o único alfaiate da colônia, teve a vida poupada. Le Balleur fugiu para São Vicente, ficou encarcerado por vários anos em Salvador, e finalmente foi levado para o Rio de Janeiro em 1567, sendo enforcado quando os últimos franceses foram expulsos pelos portugueses.
 
Os calvinistas tiveram uma preocupação missionária em relação aos índios, mas pouco puderam fazer por eles. Léry expressou atitudes contraditórias que provavelmente eram típicas dos seus comanheiros: embora interessado na situação espiritual dos indígenas, a relutância dos mesmos em aceitar a fé cristã o levou a concluir que eles talvez estivessem entre os não-eleitos. A França Antártica entrou para a história como a primeira tentativa de se estabelecer uma igreja e um trabalho missionário protestante na América Latina.
 
2.2 Os holandeses no Nordeste (1630-1654)
 
Em 1568 as Províncias Unidas dos Países Baixos tornaram-se independentes da Espanha. A nova e próspera nação calvinista criou em 1621 a Companhia das Índias Ocidentais, na época em que Portugal estava sob o domínio da Espanha (1580-1640). Em 1624 os holandeses tomaram Salvador, a capital do Brasil, mas foram expulsos no ano seguinte.
 
Em 1630 a Companhia das Índias Ocidentais tomou Recife e Olinda e dentro de cinco anos apossou-se de grande parte do nordeste brasileiro. O maior líder do Brasil holandês foi o príncipe João Maurício de Nassau-Siegen, que governou por apenas sete anos (1637-1644). Ele foi notável administrador e incentivador das ciências e das artes. Concedeu uma boa medida de liberdade religiosa aos habitantes católicos e judeus do Brasil holandês.
 
Os holandeses criaram sua própria igreja estatal nos moldes da Igreja Reformada da Holanda. Durante os 24 anos de dominação, foram organizadas 22 igrejas e congregações, dois presbitérios e um sínodo. As igrejas foram servidas por mais de 50 pastores (“predicantes”), além de pregadores auxiliares (“proponentes”) e outros oficiais. Havia também muitos “consoladores dos enfermos” e professores de escolas paroquiais.
 
As igrejas destacaram-se pela sua atuação beneficente e sua ação missionária junto aos índios. Havia planos de preparação de um catecismo, tradução da Bíblia e ordenação de pastores indígenas. Todavia, levados por considerações econômicas e agindo contra as suas convicções religiosas, os holandeses mantiveram intacto o sistema de escravidão negra, ainda que tenham concedido alguns direitos aos escravos.
 
Após alguns anos de divergências com os diretores da Companhia das Índias Ocidentais, Maurício de Nassau renunciou em 1644 e no ano seguinte começou a revolta dos portugueses e brasileiros contra os invasores, que finalmente foram expulsos em 1654. No restante do período colonial, o Brasil manteve-se isolado, sendo inteiramente vedada a entrada de protestantes. Porém, com a transferência da família real portuguesa, em 1808, abriram-se as portas do país para a entrada legal dos primeiros protestantes (anglicanos ingleses).
 
3. Igreja e Estado no Brasil Império (1822-1889)
 
Com a independência do Brasil, surgiu a necessidade de atrair imigrantes europeus, inclusive protestantes. A Constituição Imperial, promulgada em 1824, concedeu-lhes certa liberdade de culto, ao mesmo tempo em que confirmou o catolicismo como religião oficial. Até a Proclamação da República, os protestantes enfrentariam sérias restrições no que diz respeito ao casamento civil, uso de cemitérios e educação.
 
Desde o século 18, começaram a se tornar influentes no Brasil novos conceitos e movimentos surgidos na Europa, tais como o iluminismo, a maçonaria, o liberalismo político e os ideais democráticos americanos e franceses. Tais idéias tornaram-se especialmente influentes entre os intelectuais, políticos e sacerdotes, e tiveram dois efeitos importantes na área religiosa: o enfraquecimento da Igreja Católica e uma crescente abertura ao protestantismo.
 
O liberalismo de muitos religiosos brasileiros, inclusive bispos, é ilustrado pelo padre Diogo Antonio Feijó (regente do império de 1835 a 1837), que em diferentes ocasiões propôs a legalização do casamento clerical, sugeriu que os irmãos morávios fossem convidados para educar os índios brasileiros e defendeu um concílio nacional para separar a igreja brasileira de Roma.
 
O imperador D. Pedro II (1841-1889) utilizou plenamente seus direitos legais de padroado, bem como os poderes adicionais do recurso (em casos de disciplina eclesiástica) e do beneplácito (censura de todos os documentos eclesiásticos antes de sua publicação no Brasil), em virtude da sua preocupação com o ultramontanismo. Um autor comenta que, durante o longo reinado de Pedro II, a igreja não passou de um departamento do governo.
 
Todavia, no pontificado do papa Pio IX (1846-1878) Roma começou a exercer um maior controle sobre a igreja brasileira. As idéias da encíclica Quanta cura e seu Sílabo de Erros tiveram rápida difusão, apesar de não terem recebido o beneplácito de Pedro II. O Sílabo atacou violentamente a maçonaria numa época em que os principais estadistas brasileiros e o próprio imperador estavam ligados às lojas. Isto acabou desencadeando a famosa “Questão Religiosa” (1872-75), um sério confronto entre o governo e dois bispos do norte do Brasil (D. Vital Maria Gonçalves de Oliveira e D. Antônio de Macedo Costa) que enfraqueceu o Império e contribuiu para a Proclamação da República.
 
A Questão Religiosa marcou o início da renovação católica no Brasil, que se aprofundou no período republicano. À medida que afirmava sua autonomia diante do Estado, a Igreja tornou-se mais universalística e mais romana. O próprio sacerdócio tornou-se mais estrangeiro. Ao mesmo tempo, ela teve de enfrentar a concorrência de outros grupos religiosos e ideológicos além do protestantismo, tais como o positivismo e o espiritismo.
 
O século 19 testemunhou um longo esforço dos protestantes no sentido de obter completa legalidade e liberdade no Brasil, 80 anos de avanço lento, porém contínuo, em direção à plena tolerância (1810-1890). Um passo importante na conquista da liberdade de expressão e de propaganda ocorreu quando o missionário Robert Reid Kalley, pressionado pelas autoridades, consultou alguns juristas destacados e obteve opiniões favoráveis quanto às suas atividades religiosas. Finalmente, em 1890, um decreto do governo republicano consagrou a separação entre a Igreja e o Estado, assegurando aos protestantes pleno reconhecimento e proteção legal. A nova expressão religiosa se implantou no Brasil em duas fases: protestantismo de imigração e protestantismo missionário.
 
4. Protestantismo de imigração 
 
O historiador Boanerges Ribeiro observa que “ao iniciar-se o século XIX, não havia no Brasil vestígio de protestantismo” (Protestantismo no Brasil monárquico, p. 15). Em janeiro de 1808, com a chegada da família real ao Rio de Janeiro, o príncipe-regente João decretou a abertura dos portos do Brasil às nações amigas. Em novembro, um novo decreto concedeu amplos privilégios a imigrantes de qualquer nacionalidade ou religião.
 
Em fevereiro de 1810, Portugal assinou com a Inglaterra tratados de Aliança e Amizade e de Comércio e Navegação. Este último, em seu artigo 12, concedeu aos estrangeiros “perfeita liberdade de consciência” para praticarem sua fé. Tratava-se de uma tolerância limitada, porque vinha acompanhada da proibição de fazer prosélitos e de falar contra a religião oficial. Além disso, as capelas protestantes não teriam forma exterior de templo nem poderiam utilizar sinos.
 
O primeiro capelão anglicano, Robert C. Crane, chegou em 1816. A primeira capela anglicana foi inaugurada no Rio de Janeiro em 26 de maio de 1822; seguiram-se outras nas principais cidades litorâneas. Outros estrangeiros protestantes que chegaram nos primeiros tempos foram americanos, suecos, dinamarqueses, escoceses, franceses e especialmente alemães e suíços, de tradição luterana e reformada.
 
Boanerges Ribeiro continua: “Quando se proclamou a Independência, contudo, ainda não havia igreja protestante no país. Não havia culto protestante em língua portuguesa. E não há notícia de existir, então, sequer um brasileiro protestante” (Ibid., p. 18). Com a independência, houve grande interesse na vida de imigrantes, inclusive protestantes. Isso exigiu que se garantissem os direitos religiosos desses imigrantes. A Constituição Imperial de 1824 afirmou no artigo 5º: “A religião católica apostólica romana continuará a ser a religião do Império. Todas as outras religiões serão permitidas com seu culto doméstico ou particular, em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior de templo”.
 
Em 1820, um contingente de suíços católicos iniciou a colônia de Nova Friburgo. Logo a área foi abandonada e oferecida a alemães luteranos que chegaram em maio de 1824. Eram 324 imigrantes acompanhados do seu pastor, Friedrich Oswald Sauerbronn (1784-1864). A maior parte dos imigrantes alemães foi para o sul, cerca de 4.800 entre 1824 e 1830, 60% dos quais eram protestantes. Seus primeiros pastores foram Johann Georg Ehlers, Karl Leopold Voges e Friedrich Christian Klingelhöffer.
 
Em junho de 1827, por iniciativa do cônsul da Prússia, Wilhelm von Theremin, foi criada no Rio de Janeiro a Comunidade Protestante Alemã-Francesa, congregando luteranos e calvinistas, cujo primeiro pastor foi Ludwig Neumann. Em 1837, o primeiro santuário passou a funcionar em um edifício alugado, sendo o edifício próprio inaugurado em 1845.
 
Por falta de ministros ordenados, os primeiros luteranos organizaram sua própria vida religiosa. Elegeram leigos para serem pastores e professores, os “pregadores-colonos”. Todavia, na década de 1850, a Prússia e a Suíça “descobriram” os alemães do sul do Brasil e começaram a enviar-lhes missionários e ministros. Isso criou uma igreja mais institucional e européia.
 
Em 1868, o Rev. Hermann Borchard, que havia chegado em 1864, e outros colegas fundaram o Sínodo Evangélico Alemão da Província do Rio Grande do Sul, que foi extinto em 1875. Em 1886, o Rev. Wilhelm Rotermund (chegado em 1874), organizou o Sínodo Rio-Grandense, que se tornou modelo para outras organizações similares. Até o final da II Guerra Mundial as igrejas luteranas permaneceram culturalmente isoladas da sociedade brasileira.
 
Uma conseqüência importante da imigração protestante é o fato de que ela ajudou a criar as condições que facilitaram a introdução do protestantismo missionário no Brasil. O autor Erasmo Braga observou que, à medida que os imigrantes alemães exigiam garantias legais de liberdade religiosa, estadistas liberais criaram “a legislação avançada que, durante o longo reinado de D. Pedro II, protegeu as missões evangélicas da perseguição aberta e até mesmo colocou as comunidades não-católicas sob a proteção das autoridades imperiais” (The Republic of Brazil, p. 49). Em 1930, de uma comunidade protestante de 700 mil pessoas no país, as igrejas imigrantes tinham aproximadamente 300 mil filiados. A maior parte estava ligada à Igreja Evangélica Alemã do Brasil (215 mil) e vivia no Rio Grande do Sul.
 
5. Protestantismo missionário (1835-1889)
 
As primeiras organizações protestantes que atuaram junto aos brasileiros foram as sociedades bíblicas: Britânica e Estrangeira (1804) e Americana (1816). Havia duas traduções da Bíblia em português, uma protestante, feita pelo Rev. João Ferreira de Almeida (1628-1691), e outra católica, do padre Antônio Pereira de Figueiredo (1725-1797). Os primeiros agentes oficiais das sociedades bíblicas foram: da SBA, James C. Fletcher (1855); da SBBE, Richard Corfield (1856). Nesse período pioneiro, foi muito importante o trabalho dos colportores, isto é, vendedores de Bíblias e literatura religiosa.
 
A Igreja Metodista Episcopal foi a primeira denominação a iniciar atividades missionárias junto aos brasileiros (1835-1841). Seus obreiros iniciais foram Fountain E. Pitts, Justin Spaulding e Daniel Parish Kidder. Eles fundaram no Rio de Janeiro a primeira escola dominical do Brasil. Também atuaram como capelães da Sociedade Americana dos Amigos dos Marinheiros, fundada em 1828.
 
Daniel P. Kidder foi uma figura importante dos primórdios do protestantismo brasileiro. Ele viajou por todo o país, vendeu Bíblias e manteve contactos com intelectuais e políticos destacados, como o padre Diogo Antônio Feijó, regente do império (1835-1837). Kidder escreveu o livro Reminiscências de viagens e permanência no Brasil, publicado em 1845, um clássico que despertou grande interesse pelo Brasil.
 
James Cooley Fletcher (1823-1901) era pastor presbiteriano. Estudou no Seminário de Princeton e na Europa, e se casou com uma filha de César Malan, teólogo calvinista de Genebra. Chegou ao Brasil em 1851 como o novo capelão da Sociedade dos Amigos dos Marinheiros e como missionário da União Cristã Americana e Estrangeira. Atuou como secretário interino da legação americana no Rio de Janeiro e foi o primeiro agente oficial da Sociedade Bíblica Americana. Foi um promotor entusiasta do protestantismo e do “progresso”. Escreveu O Brasil e os brasileiros, publicado em 1857, uma versão atualizada da obra de Kidder.
 
Robert Reid Kalley (1809-1888) era natural da Escócia. Estudou medicina e foi trabalhar como missionário na Ilha da Madeira (1838). Oito anos depois, escapou de uma violenta perseguição e foi com seus paroquianos para os Estados Unidos. Fletcher sugeriu que ele fosse para o Brasil, onde Kalley e sua esposa Sarah Poulton Kalley (1825-1907) chegaram em maio de 1855. No mesmo ano, fundaram em Petrópolis a primeira escola dominical permanente do país (19 de agosto). Em 11 de julho de 1858, Kalley fundou a Igreja Evangélica, depois Igreja Evangélica Fluminense (1863), cujo primeiro membro brasileiro foi Pedro Nolasco de Andrade. Kalley teve importante atuação na defesa da liberdade religiosa (1859). Sua esposa foi autora do famoso hinário Salmos e hinos (1861). A Igreja Fluminense aprovou sua base doutrinária, elaborada por Kalley, em 2 de julho de 1876. No mesmo ano, o missionário voltou em definitivo para a Escócia. Os estatutos da igreja foram aprovados pelo governo imperial em 22 de novembro de 1880.
 
Os missionários pioneiros da Igreja Presbiteriana foram Ashbel Green Simonton (1859), Alexander Latimer Blackford (1860) e Francis Joseph Christopher Schneider (1861). As primeiras igrejas organizadas foram as do Rio de Janeiro (1862), São Paulo (1865) e Brotas (1865). Duas importantes realizações iniciais foram o jornal Imprensa Evangélica (1864-1892) e o Seminário do Rio de Janeiro (1867-1870). O primeiro pastor evangélico brasileiro foi o ex-sacerdote José Manoel da Conceição, ordenado em 17 de dezembro de 1865. Em 1870, os presbiterianos fundaram em São Paulo a Escola Americana (atual Universidade Mackenzie). Em 1888, foi organizado o Sínodo do Brasil, que marcou a autonomia eclesiástica da Igreja Presbiteriana do Brasil.
 
Após a Guerra Civil americana (1861-1865), muitos imigrantes norte-americanos se estabeleceram no interior da Província de São Paulo. Eles foram seguidos por missionários presbiterianos, metodistas e batistas. Os pioneiros enviados pela Igreja Presbiteriana do Sul dos Estados Unidos (PCUS) foram George Nash Morton e Edward Lane (1869). Eles fundaram o Colégio Internacional, instalado oficialmente em 1873.
 
A Igreja Metodista Episcopal (do sul dos Estados Unidos) enviou Junius E. Newman para trabalhar junto aos imigrantes (1876). O primeiro missionário aos brasileiros foi John James Ransom, que chegou em 1876 e dois anos depois organizou a primeira igreja no Rio de Janeiro. A professora Martha Hite Watts iniciou uma escola para moças em Piracicaba (1881). A partir de 1880, a I.M.E. do norte dos EUA enviou obreiros ao norte do Brasil (William Taylor, Justus H. Nelson) e ao Rio Grande do Sul. A Conferência Anual Metodista foi organizada em 1886 pelo bispo John C. Granbery, com a presença de apenas três missionários.
 
Os primeiros missionários da Igreja Batista, Thomas Jefferson Bowen e sua esposa (1859-1861), não foram bem sucedidos. Em 1871, os imigrantes batistas de Santa Bárbara organizaram duas igrejas. Os primeiros missionários junto aos brasileiros foram William Buck Bagby, Zachary Clay Taylor e suas esposas (chegados em 1881-1882). O primeiro membro e pastor batista brasileiro foi o ex-padre Antônio Teixeira de Albuquerque, que já estivera ligado aos metodistas. Em 1882 o grupo fundou a primeira igreja brasileira em Salvador, na Bahia. A Convenção Batista Brasileira foi criada em 1907.
 
A Igreja Protestante Episcopal foi a última das denominações históricas a iniciar trabalho missionário no Brasil. Um importante e controvertido precursor havia sido Richard Holden (1828-1886), que durante três anos atuou com poucos resultados no Pará e na Bahia (1861-1864). O trabalho permanente teve início em 1890 com James Watson Morris e Lucien Lee Kinsolving. Inspirados pela obra de Simonton e por um folheto sobre o Brasil, eles se estabeleceram em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, um estado até então pouco ocupado por outras missões. Em 1899, Kinsolving tornou-se o primeiro bispo residente da Igreja Episcopal do Brasil.
 
6. Igreja e estado: período republicano
 
A separação entre a igreja e o estado foi efetivada pelo Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890, que consagrou a plena liberdade de culto. Em fevereiro de 1891, a primeira Constituição republicana confirmou a separação entre a igreja e o estado, bem como proclamou outras medidas liberais como a plena liberdade de culto, o casamento civil obrigatório e a secularização dos cemitérios. Sob influências liberais e positivistas, a Constituição omitiu o nome de Deus, afirmando assim a caráter não religioso do novo regime, e a Igreja Católica foi colocada em pé de igualdade com todos os outros grupos religiosos; a educação foi secularizada, sendo a religião omitida do novo currículo. Em uma carta pastoral de março de 1890, os bispos deram as boas-vindas à República, mas também repudiaram a separação entre a igreja e o estado.
 
A partir de então, a Igreja teve duas grandes preocupações: obter o apoio do Estado e aumentar a sua influência na sociedade. Um dos primeiros passos foi fortalecer a estrutura interna da igreja: criaram-se novas estruturas eclesiásticas (dioceses, arquidioceses, etc.) e fundaram-se novos seminários. Foi incentivada a vinda de muitos religiosos estrangeiros para o Brasil (capuchinhos, beneditinos, carmelitas, franciscanos). A igreja também manteve sua firme oposição contra a modernidade, o protestantismo, a maçonaria e outros movimentos.
 
Dois grandes líderes foram especialmente influentes nesse esforço renovador: primeiro, o padre Júlio Maria, que desde 1890 até sua morte em 1916 foi muito ativo como pregador e escritor, visando mobilizar a igreja e tornar o Brasil verdadeiramente católico. Ainda mais notável foi D. Sebastião Leme da Silveira Cintra (1882-1942), o líder responsável pela orientação e mobilização da Igreja Católica brasileira na primeira metade do século 20, como arcebispo de Olinda e Recife (1916-21), coadjutor no Rio de Janeiro (1921-30) e cardeal arcebispo do Rio até a sua morte.
 
Em 1925, D. Leme propôs emendas à constituição que dariam reconhecimento oficial à Igreja Católica como a religião dos brasileiros e permitiriam a educação religiosa nas escolas públicas. As chamadas “emendas Plínio Marques” enfrentaram a vigorosa oposição dos protestantes, maçons, espíritas e da imprensa, sendo eventualmente rejeitadas. Todavia, mediante um decreto de abril de 1930, Getúlio Vargas permitiu o ensino religioso nas escolas. Por fim, a Constituição de 1934 incluiu todas as exigências católicas, sem oficializar o catolicismo. O Centro Dom Vital, cujos líderes iniciais foram Jackson de Figueiredo e Alceu de Amoroso Lima, deu continuidade à luta pela ascendência católica. A agenda da Liga Eleitoral Católica incluía tópicos como a oficialização do catolicismo, o casamento religioso, o ensino religioso nas escolas públicas, capelanias católicas nas forças armadas e sindicatos católicos. Também foram realizadas campanhas contra as missões estrangeiras protestantes.
 
7. Católicos e protestantes
 
Nas primeiras décadas do período republicano, os protestantes tiveram diferentes atitudes diante da reação católica. Uma delas foi a criação de uma frente unida contra o catolicismo. A entidade conhecida como Aliança Evangélica havia sido criada inicialmente na Inglaterra (1846) e nos Estados Unidos (1867). A congênere brasileira surgiu em São Paulo, em julho de 1903, tendo como presidente Hugh C. Tucker (metodista) e como secretário F. P. Soren (batista). Todavia, o Congresso do Panamá e a subsequente Conferência do Rio de Janeiro, em 1916, revelaram atitudes divergentes em relação ao catolicismo, sendo alguns elementos, principalmente norte-americanos, favoráveis a uma aproximação e mesmo colaboração com a igreja católica. Uma das questões discutidas foi o rebatismo ou não de católicos convertidos à fé evangélica. Esse período também viu o recrudescimento de perseguições contra os protestantes em muitos lugares do Brasil.
 
Na década de 1920, a Comissão Brasileira de Cooperação, liderada pelo Rev. Erasmo de Carvalho Braga (1877-1932) procurou unir as igrejas evangélicas na luta pela preservação dos seus direitos e no exercício de um testemunho profético junto à sociedade brasileira. Esse esforço teve prosseguimento até os anos 60 na Confederação Evangélica do Brasil. Após 1964, as relações das igrejas evangélicas e da Igreja Católica com o estado brasileiro tomaram rumos por vezes diametralmente opostos, cujas conseqüências se fazem sentir até os dias de hoje.
 
8. Progressistas x conservadores
 
Nas primeiras décadas do século 20, o protestantismo brasileiro sofreu a influência de algumas correntes teológicas norte-americanas, como o evangelho social, o movimento ecumênico e o fundamentalismo. Inspirado em parte pelos dois primeiros, surgiu um notável esforço cooperativo entre as igrejas históricas, sob a liderança do Rev. Erasmo Braga, secretário da Comissão Brasileira de Cooperação (1917). Essa entidade se uniu em 1934 à Federação das Igrejas Evangélicas do Brasil e ao Conselho Nacional de Educação Religiosa para formar a Confederação Evangélica do Brasil (CEB). Nos anos 50 e início da década de 60, a CEB criou a Comissão de Igreja e Sociedade (1955), depois Setor de Responsabilidade Social da Igreja. Sua quarta reunião, conhecida como Conferência do Nordeste, realizada em Recife em 1962, teve como tema “Cristo e o Processo Revolucionário Brasileiro”. Seus líderes foram Carlos Cunha, Almir dos Santos e Waldo César, sendo preletores Sebastião G. Moreira, Joaquim Beato, João Dias de Araújo e o bispo Edmundo K. Sherill.
 
O movimento ecumênico havia surgido com a Conferência Missionária Mundial (1910), em Edimburgo, na Escócia, que deu origem ao Concílio Missionário Internacional (1921). Outros dois movimentos, “Vida e Trabalho” e “Fé e Ordem” se uniram para formar o Conselho Mundial de Igrejas (Utrecht, 1938; Amsterdã, 1948). Algumas das primeiras igrejas brasileiras a se filiarem a essa organização foram a metodista (1942), a luterana (1950), a episcopal (1965) e a Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo (1968).
 
Por fim, o espírito denominacional suplantou o ecumenismo. Duncan Reily observa: “O ecumenismo no Brasil foi muito mais um projeto dos missionários e das sociedades missionárias do que dos brasileiros” (História Documental, 233). Além de algumas igrejas históricas, também se opuseram ao ecumenismo os grupos pentecostais, as “missões de fé” e “missões indenominacionais”, e o movimento fundamentalista de Carl McIntire.
 
9. Denominações históricas (1889-1964)
 
9.1 Igreja Congregacional
 
Essa foi a primeira denominação brasileira inteiramente nacional (não sujeita a nenhuma junta missionária). Até 1913, foram organizadas somente treze igrejas congregacionais no Brasil, todas autônomas. Oito eram filhas da Igreja Fluminense: Pernambucana (1873), Passa Três (1897), Niterói (1899), Encantado (1903), Paranaguá, Paracambi e Santista (1912), Paulistana (1913), e três da Igreja Pernambucana: Vitória (1905), Jaboatão (1905) e Monte Alegre (1912). Em julho de 1913, essas igrejas se reuniram em 1ª Convenção Geral, no Rio de Janeiro. Daí até 1942, a denominação mudou de nome dez vezes.
 
Os ingleses fundaram missões para atuar na América do Sul: Help for Brazil (criada em 1892 por iniciativa de Sarah Kalley e outros), South American Evangelical Mission (Argentina) e Regions Beyond Missionary Union (Peru). Após a Conferência de Edimburgo (1910), essas missões vieram a constituir a União Evangélica Sul-Americana – UESA (1911). Dos seus esforços, surgiu no Brasil a Igreja Cristã Evangélica.
 
Os congregacionais uniram-se à Igreja Cristã Evangélica em 1942, formando a União das Igrejas Congregacionais e Cristãs do Brasil. Separaram-se em 1969, tomando o nome de União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil. A outra ala dividiu-se em duas: Igreja Cristã Evangélica no Brasil (Anápolis) e Igreja Cristã Evangélica do Brasil (São Paulo).
 
9.2 Igreja Presbiteriana
 
A Igreja Presbiteriana do Brasil alcançou sua autonomia formal em 1888, com a criação do Sínodo Presbiteriano. Surgiu então uma crise no período 1892-1903 em torno das questões missionária, educativa e maçônica que resultou em divisão, surgindo a Igreja Presbiteriana Independente. Dois eventos significativos no início do século 20 foram a criação da Assembléia Geral (1910) e o estabelecimento de um plano de cooperação entre a igreja e as missões americanas, conhecido como Modus Operandi ou “Brazil Plan” (1917). Com a Constituição de 1937, a Assembléia Geral foi transformada em Supremo Concílio. Em 1955 surgiu o Conselho Interpresbiteriano, criado para gerir as relações da igreja com as missões americanas e com as juntas missionárias nos Estados Unidos.
 
Em 1948, Samuel Rizzo representou a IPB na Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas em Amsterdã. No ano seguinte, a igreja optou pela “eqüidistância” entre o CMI e o CIIC de Carl McIntire. Em 1962, o Supremo Concílio aprovou o “Pronunciamento Social da IPB”.
 
Entre a juventude surgiu um crescente questionamento da posição conservadora da igreja. Um importante canal de expressão foi o controvertido Jornal Mocidade (1944). Billy Gammon, filha do Rev. Samuel Gammon, foi nomeada secretária da mocidade a partir de 1946. Até 1958 o número de sociedades locais cresceu de 150 para 600, com 17 mil membros. O Rev. M. Richard Shaull veio ao Brasil para trabalhar entre universitários. Em 1953 tornou-se professor do Seminário Presbiteriano de Campinas e começou a cooperar com o Departamento de Mocidade e a União Cristã de Estudantes do Brasil (UCEB). Tornou-se uma voz influente na mocidade evangélica em geral. Em 1962, o Supremo Concílio reestruturou o Departamento de Mocidade, tirando sua autonomia.
 
Igreja Presbiteriana Fundamentalista: Israel Gueiros, pastor da 1ª Igreja Presbiteriana de Recife e ligado ao Concílio Internacional de Igrejas Cristãs (Carl McIntire) liderou uma campanha contra o Seminário do Norte sob a acusação de modernismo. Fundou outro seminário e foi deposto pelo Presbitério de Pernambuco em julho de 1956. Em 21 de setembro do mesmo ano foi organizada a IPFB com quatro igrejas locais (inclusive elementos batistas e congregacionais), que formaram um presbitério com 1800 membros.
 
9.3 Igreja Presbiteriana Independente
 
Essa igreja surgiu em 1903 como uma denominação totalmente nacional, sem qualquer vinculação com igrejas estrangeiras. Resultou do projeto nacionalista de Eduardo Carlos Pereira (1856-1923). Em 1907 tinha 56 igrejas e 4.200 membros comungantes. Fundou um seminário em São Paulo. Em 1908 foi instalado o Sínodo, inicialmente com três presbitérios. Mais tarde, em 1957, foi criado o Supremo Concílio, com três sínodos, dez presbitérios, 189 igrejas locais e 105 pastores. Seu jornal oficial era O Estandarte, fundado em 1893. Após o Congresso do Panamá (1916), a IPI aproximou-se da IPB e das outras igrejas evangélicas. A partir de 1930, surgiu um movimento de intelectuais (entre eles o Rev. Eduardo Pereira de Magalhães, neto de Eduardo Carlos Pereira) que pretendia reformar a liturgia, certos costumes eclesiásticos e até mesmo a Confissão de Fé. A questão eclodiu no Sínodo de 1938. Um grupo organizou a Liga Conservadora, liderada pelo Rev. Bento Ferraz. A elite liberal retirou-se da IPI em 1942 e formou a Igreja Cristã de São Paulo.
 
A Igreja Presbiteriana Conservadora foi fundada pelos membros da Liga Conservadora em 1940. Em 1957, contava com mais de vinte igrejas, em quatro estados, e tinha um seminário. Seu órgão oficial é O Presbiteriano Conservador. Filiou-se à Aliança Latino-Americana de Igrejas Cristãs e à Confederação de Igreja Evangélicas Fundamentalistas do Brasil.
 
9.4 Igreja Metodista
 
A Conferência Anual Metodista foi organizada no Rio de Janeiro em 15 de setembro de 1886 pelo bispo John C. Granbery, enviado ao Brasil pela Igreja Metodista Episcopal do Sul. Tinha apenas três missionários, James L. Kennedy, John W. Tarboux e Hugh C. Tucker, sendo a menor conferência anual já criada na história do metodismo. Em 1899, a IME do Norte transferiu seu trabalho no Rio Grande do Sul para a Conferência Anual. Em 1910 e 1919 surgiram outras duas conferências (norte, sul e centro).
 
A Junta de Nashville continuou a interferir na vida da igreja de modo indevido, culminando com a insistência em nomear o presidente do Colégio Granbery (1917). Cresceu o movimento pelo sustento próprio, liderado por Guaracy Silveira. Em 1930 a IMES cedeu a autonomia desejada. No dia 2 de setembro de 1930, na Igreja Metodista Central de São Paulo, foi organizada a Igreja Metodista do Brasil. O primeiro bispo eleito foi o velho missionário John William Tarboux. O primeiro bispo brasileiro foi César Dacorso Filho (1891-1966), eleito em 1934, que por doze anos (1936-1948) foi o único bispo da igreja. A Igreja Metodista foi a primeira denominação brasileira a filiar-se ao Concílio Mundial de Igrejas (1942).
 
9.5 Igreja Batista
 
A Convenção Batista Brasileira foi organizada no dia 24 de junho de 1907 na Primeira Igreja Batista da Bahia (Salvador), quando 43 delegados, representando 39 igrejas, aprovaram a “Constituição Provisória das Igrejas Batistas do Brasil”.
 
Na chamada “questão radical”, líderes batistas do nordeste apresentaram um memorial aos missionários em 1922 e um manifesto à Convenção em 1925 reivindicando maior participação nas decisões, principalmente na área financeira. Não atendidos, mais tarde organizaram-se como um facção separada da Convenção e da Junta. As bases de cooperação entre a igreja brasileira e a Junta de Richmond voltaram a ser discutidas em 1936 e 1957.
 
9.6 Igreja Luterana
 
O Sínodo Rio-Grandense surgiu em 1886. Posteriormente, surgiram outros sínodos autônomos: Sínodo da Caixa de Deus ou “Igreja Luterana” (1905), com forte ênfase confessional; Sínodo Evangélico de Santa Catarina e Paraná (1911) e Sínodo Brasil Central (1912). O Sínodo Rio-Grandense, ligado à Igreja Territorial da Prússia, filiou-se à Federação Alemã das Igrejas Evangélicas em 1929. Em 1932, o Sínodo Luterano também se filiou à federação e começou a se aproximar dos outros sínodos. Em 1939 o Estado Novo exigiu que toda a pregação pública fosse feita em português.
 
Em 1949 os quatro sínodos se organizaram em Federação Sinodal, a Igreja Luterana propriamente dita. No ano seguinte a igreja solicitou admissão ao Conselho Mundial de Igrejas e em 1954 adotou o nome de Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). A Igreja Luterana filiou-se à Confederação Evangélica do Brasil em 1959.
 
9.7 Igreja Episcopal
 
Uma Convocação especial reunida em Porto Alegre em 30 de maio de 1898 definiu a relação formal entre a missão e a Igreja Episcopal dos Estados Unidos e elegeu Lucien Lee Kinsolving como o primeiro bispo residente da igreja brasileira. Ele foi sagrado bispo em Nova York em 6 de janeiro de 1899) e foi o único bispo episcopal no Brasil até 1925. O primeiro bispo brasileiro foi Athalício Theodoro Pithan, sagrado em 21 de abril de 1940.
 
Em abril de 1952, foi instalado o Sínodo da Igreja Episcopal Brasileira, contando com três bispos: Athalício T. Pithan, Luís Chester Melcher e Egmont Machado Krischke. Em 25 de abril de 1965 a Igreja Episcopal do Brasil obteve da igreja-mãe sua plena emancipação administrativa e passou a ser uma província autônoma da Comunhão Anglicana. Logo em seguida, filiou-se ao CMI.
 
10. Denominações Históricas (após 1964)
 
Dois eventos cruciais na década de 60 foram: (a) o Concílio Vaticano II (1962-65), que marcou a abertura aos protestantes (“irmãos separados”) e revelou novas concepções sobre o culto, a missão da igreja e a relação com a sociedade; (b) o Golpe de 1964 e o regime militar no Brasil.
 
10.1 Igreja Presbiteriana
 
Esse período marcou o fim do antigo relacionamento da IPB com as missões norte-americanas. Em 1954 havia sido criado o Conselho Interpresbiteriano. Em 1962, a Missão Brasil Central propôs-se a entregar à igreja brasileira toda a sua obra evangelística, educativa e médica. Em 1972 a igreja rompeu com a Missão Brasil Central, sendo uma das possíveis causas a adoção da Confissão de 1967 pela Igreja Presbiteriana Unida dos EUA. Em 1973 a IPB rompeu relações com a Igreja Unida (criada em 1958) e firmou novo convênio com a missão da Igreja do Sul.
 
Duas questões candentes da época foram o ecumenismo e a postura social. A igreja enviou representantes à assembléia do Conselho Mundial de Igreja em Amsterdã (1948) e observadores a outras assembléias. Missionários como Richard Shaull deram ênfase a questões sociais, influenciando os seminários e a mocidade da igreja. O Supremo Concílio de 1962 realizou um importante pronunciamento social.
 
Houve uma forte reação conservadora no Supremo Concílio de 1966, em Fortaleza, com a eleição de Boanerges Ribeiro, reeleito em 1970 e 1974. As principais preocupações do período foram a ortodoxia, a evangelização e a rejeição do ecumenismo. Multiplicaram-se os processos contra pastores, igrejas locais e concílios.
 
Nessa época surgiram alguns grupos dissidentes, como o Presbitério de São Paulo e a Aliança de Igrejas Reformadas (1974), que defendiam maior flexibilidade doutrinária. Em setembro de 1978, na cidade de Atibaia, foi criada a Federação Nacional de Igrejas Presbiterianas (FENIP).
 
10.2 Igreja Presbiteriana Independente
 
A IPI inicialmente teve uma postura menos rígida que a IPB, mas a partir de 1972 tornou-se mais inflexível quanto ao ecumenismo e à renovação carismática. Em 1978 admitiu aos seus presbitérios os três primeiros missionários da sua história, Richard Irwin, Albert James Reasoner e Gordon S. Trew, que antes colaboravam com a IPB. Em 1973, um segmento separou-se para formar a Igreja Presbiteriana Independente Renovada, que depois se uniu a um grupo semelhante egresso da IPB, formando a Igreja Presbiteriana Renovada.
 
10.3 Igreja Batista
 
No período em questão, os batistas foram caracterizados por forte ênfase evangelística, tendo realizado grandes campanhas. Billy Graham pregou no Maracanã durante o X Congresso da Aliança Batista Mundial (julho de 1960). O pastor João Filson Soren, da 1ª Igreja Batista do Rio, foi eleito presidente da Aliança Mundial. Em 1965 foi realizada a Campanha Nacional de Evangelização como uma resposta ao golpe de 1964. Seu lema foi “Cristo, a Única Esperança”, indicado que soluções meramente políticas eram insuficientes. Seu coordenador foi o pastor Rubens Lopes, da Igreja Batista de Vila Mariana, em São Paulo. Houve ainda a Campanha das Américas (1967-1970) e a Cruzada Billy Graham, no Rio de Janeiro, em 1974, tendo como presidente o pastor Nilson do Amaral Fanini. Houve também uma Campanha Nacional de Evangelização em 1978-1980.
 
10.4 Igreja Metodista
 
No início dos anos 60, Nathanael Inocêncio do Nascimento, reitor da Faculdade de Teologia, liderou o “esquema” nacionalista que visava substituir os líderes missionários do Gabinete Geral por brasileiros (saíram Robert Davis e Duncan A. Reily e entraram Almir dos Santos e Omar Daibert, futuros bispos).
 
Os universitários e estudantes de teologia pleiteavam uma igreja mais voltada para a ação social e a política. A ênfase na justiça social dominou a Junta Geral de Ação Social (Robert Davis, Almir dos Santos) e a Faculdade de Teologia. Dom Helder Câmara paraninfou a turma de 1967. No ano seguinte, uma greve levou ao fechamento da Faculdade e à sua reestruturação.
 
De 1968 em diante a igreja voltou-se para problemas internos como o regionalismo. Em 1971 cada um dos seis concílios regionais elegeu, pela primeira vez, o seu próprio bispo (os bispos sempre tinham sido eleitos no Concílio Geral, como superintendentes gerais da igreja) e surgiram vários seminários regionais. Essa tendência perdurou até 1978.
 
Nos anos 70 a IMB investiu na educação superior. No campus da antiga Faculdade de Teologia surgiu o Instituto Metodista de Ensino Superior e em 1975 o Instituto Piracicabano (fundado em 1881) foi transformado em Universidade Metodista de Piracicaba. Em 1982 foi elaborado o Plano Nacional de Educação Metodista, cuja fundamentação deu ênfase ao conceito do Reino de Deus e à teologia da libertação.
 
10.5 Igreja Luterana
 
Em 1968, os quatro sínodos, originalmente independentes um do outro, integraram-se em definitivo na IECLB, aceitando uma nova constituição. No VII Concílio Geral (outubro de 1970) foi aprovado unanimemente o “Manifesto de Curitiba,” contendo o posicionamento político-social da igreja. Esse manifesto foi entregue ao presidente Emílio Médici por três pastores. Em 1975 entrou em vigor a reforma do currículo da faculdade de teologia de São Leopoldo, refletindo as prioridades da igreja.
 
11. Igrejas pentecostais e neopentecostais
 
As três ondas ou fases do pentecostalismo brasileiro foram as seguintes: (a) décadas de 1910-1940: chegada simultânea da Congregação Cristã no Brasil e da Assembléia de Deus, que dominaram o campo pentecostal por 40 anos; (b) décadas de 1950-1960: fragmentação do pentecostalismo com o surgimento de novos grupos – Evangelho Quadrangular, Brasil Para Cristo, Deus é Amor e muitos outros (contexto paulista); (c) anos 70 e 80: advento do neopentecostalismo – Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus e outras (contexto carioca).
 
(a) Congregação Cristã no Brasil: fundada pelo italiano Luigi Francescon (1866-1964). Radicado em Chicago, foi membro da Igreja Presbiteriana Italiana e aderiu ao pentecostalismo em 1907. Em 1910 (março-setembro) visitou o Brasil e iniciou as primeiras igrejas em Santo Antonio da Platina (PR) e São Paulo, entre imigrantes italianos. Veio 11 vezes ao Brasil até 1948. Em 1940, o movimento tinha 305 “casas de oração” e dez anos mais tarde 815.
 
(b) Assembléia de Deus: teve como fundadores os suecos Daniel Berg (1885-1963) e Gunnar Vingren (1879-1933). Batistas de origem, eles abraçaram o pentecostalismo em 1909. Conheceram-se numa conferência pentecostal em Chicago. Assim como Luigi Francescon, Berg foi influenciado pelo pastor batista William H. Durham, que participou do avivamento de Los Angeles (1906). Sentindo-se chamados para trabalhar no Brasil, chegaram a Belém em novembro de 1910. Seus primeiros adeptos foram membros de uma igreja batista com a qual colaboraram.
 
(b) Igreja do Evangelho Quadrangular: fundada nos Estados Unidos pela evangelista Aimee Semple McPherson (1890-1944). O missionário Harold Williams fundou a primeira IEQ do Brasil em novembro de 1951, em São João da Boa Vista. Em 1953 teve início a Cruzada Nacional de Evangelização, sendo Raymond Boatright o principal evangelista. A igreja enfatiza quatro aspectos do ministério de Cristo: aquele que salva, batiza com o Espírito Santo, cura e virá outra vez. As mulheres podem exercer o ministério pastoral.
 
(c) Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo: fundada por Manoel de Mello, um evangelista da Assembléia de Deus que depois tornou-se pastor da IEQ. Separou-se da Cruzada Nacional de Evangelização em 1956, organizando a campanha “O Brasil para Cristo”, da qual surgiu a igreja. Filiou-se ao CMI em 1969 (desligou-se em 1986). Em 1979 inaugurou seu grande templo em São Paulo, sendo orador oficial Philip Potter, secretário-geral do CMI. Esteve presente o cardeal arcebispo de São Paulo, Paulo Evaristo Arns. Manoel de Mello morreu em 1990.
 
(d) Igreja Deus é Amor: fundada por David Miranda (nascido em 1936), filho de um agricultor do Paraná. Vindo para São Paulo, converteu-se numa pequena igreja pentecostal e em 1962 fundou sua igreja em Vila Maria. Logo transferiu-se para o centro da cidade (Praça João Mendes). Em 1979, foi adquirida a “sede mundial” na Baixada do Glicério, o maior templo evangélico do Brasil, com capacidade para dez mil pessoas. Em 1991 a igreja afirmava ter 5.458 templos, 15.755 obreiros e 581 horas diárias em rádios, bem como estar presente em 17 países (principalmente Paraguai, Uruguai e Argentina).
 
(e) Igreja Universal do Reino de Deus: fundada por Edir Macedo (nascido em 1944), filho de um comerciante fluminense. Trabalhou por 16 anos na Loteria do Estado, período no qual subiu de contínuo para um posto administrativo. De origem católica, ingressou na Igreja de Nova Vida na adolescência. Deixou essa igreja para fundar a sua própria, inicialmente denominada Igreja da Bênção. Em 1977 deixou o emprego público para dedicar-se ao trabalho religioso. Nesse mesmo ano surgiu o nome IURD e o primeiro programa de rádio. Macedo viveu nos Estados Unidos de 1986 a 1989. Quando voltou ao Brasil, transferiu a sede da igreja para São Paulo e adquiriu a Rede Record de Televisão. Em 1990 a IURD elegeu três deputados federais. Macedo esteve preso por doze dias em 1992, sob a acusação de estelionato, charlatanismo e curandeirismo.
 
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