sexta-feira, 28 de março de 2014

O Que é Temor do senhor ?

Temer a Deus significa ter uma reverência por Ele tão grande, que vai certamente influenciar como vivemos nossas vidas. Temer a Deus é respeitá-lO, submeter-se a Ele e louvá-lO com admiração.
Muitos têm a tendência de minimizar o temor de Deus dos crentes a apenas "respeito" por Ele. Embora respeito faça parte do conceito, temer a Deus na verdade significa mais do que isso. O bíblico temor de Deus, para o crente, inclui a compreensão do quanto Deus abomina o pecado, e por amor a Deus não praticamos, ou pelo menos nos desviamos do mau.
Os crentes não devem ter "medo" de Deus. Não há nenhuma razão para que tenhamos medo dEle. Temos a Sua promessa de que nada pode nos separar do amor de Deus (Romanos 8:38-39). Temos a Sua promessa de que Ele nunca vai nos deixar ou nos abandonar (Hebreus 13:5).


O TEMOR DO SENHOR!
O TEMOR DO SENHOR produz CONFIANÇA e OBEDIÊNCIA
O homem que teme a Deus não precisar temer a mais nada!

A palavra temor no dicionário se refere a medo, pavor, terror, etc. Mas você também vai encontrar ela com o significado de sentimento de respeito ou reverência. Esse é o temor que nós devemos ter de Deus, de respeito e reverência ao onipotente.
Em provérbios existem alguns versículos que nos fala sobre o temor do Senhor e o que ele faz em nossas vidas. Acompanhe comigo:
Pv. 1:7 – “O Temor do Senhor é o princípio do saber”. Isso significa que quem teme ao Senhor é sábio.
Pv. 3:7 – Mandas que não sejamos sábios aos nossos olhos, mas que temamos ao Senhor e apartemo-nos do mal.
Pv. 8:13 – Diz que o temor do Senhor consiste em aborrecer aquilo que Deus aborrece: o mal, a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa.
Pv. 9:10 – novamente diz que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria.
Pv. 10:27- Diz que o temor do Senhor prolonga nossos dias.
Pv. 14:26.27 – Diz que o temor do Senhor nos ampara e é fonte de vida para desviar da morte.
Pv. 15:16 – Diz que é melhor temer ao Senhor e tem pouca coisa do que ser rico e inquieto.
Pv. 15:33 – Diz que o temor do Senhor é a instrução da sabedoria.
Pv. 16:6 – Diz que o temor do Senhor nos faz evitar o mal.
Pv. 19:23 – Diz que o temor do Senhor conduz a vida e quem o tem é satisfeito e não é visitado pelo mal.
Pv. 22:4 – Diz que temer ao Senhor e ser humilde são riquezas, honra e vida.
Pv.23:17 – Nos manda perseverar em temer ao Senhor e não invejar os pecadores.
Pv. 28:14 – Diz que feliz é o que teme ao Senhor constantemente e não endurece o coração.
A oração do Salmista: “Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome.” Salmos 86:11
O temor a Deus é a joia perdida na igreja hoje. A irreverência e a falta de respeito a Deus é uma marca registrada da nossa geração. Muitos perderam a admiração e a consideração por Deus. Mas, nem sempre foi assim. O temor do Senhor estava presente no coração dos primeiros crentes. A igreja primitiva crescia e se edificava, porque caminhava no temor do Senhor e na consolação do Espírito Santo. Os crentes obedeciam ao mandamento: “Temei a Deus” (1Pe 2.17; Dt 13.4).
Precisamos urgentemente resgatar ou restaurar o temor a Deus, em nossas vidas.
 A palavra “temor” significa a qualidade positiva de “respeito”, “reverência” e “piedade”.
O temor a Deus é algo preciosíssimo. Ele resume o sentido da vida: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: teme a Deus e guarda os Seus mandamentos” (Ec 12.13).

O TEMOR DO SENHOR É ODIAR O PECADO
O temor do Senhor é aborrecer o mal; a soberba, e a arrogância, e o mau caminho, e a boca perversa aborreço. - Provérbios 8.13 (arc)
 O temor a Deus deve levar o crente a afastar-se do mal (16.6) e abominar o pecado, o qual desagrada a Deus e destrói, tanto a nós, como aqueles a quem amamos. (bep).

NO TEMOR DO SENHOR HÁ RECOMPENSA

 A recompensa da humildade e do temor do SENHOR são a riqueza, a honra e a vida.
Provérbios 22.4 (nvi)

 O homem humilde, que “teme o Senhor” (o lema do livro;ver prov.1. 7), será abençoado por Ele, material e espiritualmente. “A recompensa pela humildade e pelo temor do Senhor é a riqueza e a honra”. (ati). - Aqueles que permanecerem fiéis a Deus receberão essas bençãos no tempo determinado por Ele. Todo o povo de Deus estará entre aqueles que “herdarão a terra” (Mt.5.5). Já aqui, os pobres de Deus são considerados ricos nos bens e honras espirituais (Ap.2.9). (bep).

NO TEMOR DO SENHOR HÁ CONFIANÇA

 No temor do Senhor, há firme confiança, e ele será um refúgio para seus filhos.
Provérbios 14.26 (arc)

 O homem que teme ao Senhor tem forte confiança. O homem que teme ao Senhor tem confiança em seu forte amparo. “Confiantes que Ele os ama e se deleita neles; que Seus olhos estão fixos sobre eles; e que o Seu coração está voltado para eles, suprirá cada uma de suas necessidades e os protegerá e defenderá” (John Gill) – (ati).

O TEMOR DO SENHOR PROLONGA A VIDA

 O temor do Senhor prolonga a vida, mas a vida do ímpio é abreviada.
Provérbios 10.27 (nvi)

 Esse provérbio não oferece aos justos imunidade contra a hipótese de morte precoce. Nem é garantia de que os perversos sempre morrerão cedo. Aqui, estão delineados princípios gerais da vida: se levarmos vida justa, podemos evitar muitas ações tolas que causariam a nossa morte antes do tempo. Em contrapartida, se seguirmos os caminhos de Deus, em geral teremos vida mais feliz, saudável e longa. (bev).

NO TEMOR DO SENHOR NADA FALTA

 Temam o Senhor, vocês que são os seus santos , pois nada falta aos que o temem.
Salmos 34.9 (nvi)

 Note que as promessas deste salmo são condicionais, e reservadas somente a quem de fato teme ao Senhor. Deus promete nos livrar do medo (v4), nos salvar nas crises (v.6,17), pôr anjos ao nosso redor (v.7), suprir as nossas necessidades (v.9), dar-nos vida abundante (v.12), ouvir nossas orações (.15), confortar-nos com a sua presença (v.18), e livrar nossa alma (v.22) – mas somente se buscarmos ao Senhor (vv.4,10), clamarmos a Ele (v.6), guardarmos nossa língua do mal da mentira (v.13), fizermos o bem e proclamarmos a paz (v.14), tivermos um coração contrito (v.18) e formos seus servos (v.22). (bep).


segunda-feira, 3 de março de 2014

O ministério Pastoral Contemporâneo


O ministério Pastoral é um ofício criado e exercido pelo próprio Deus. Cremos que antes de abordarmos a questão contemporânea do assunto, faz-se inevitável abordar-mos um correto modelo Bíblico a respeito do exercício ministerial de um pastor. De maneira nenhuma, o criador de todas as coisas, nos deixaria órfãos de exemplos nesta área. A medida que nós estiver-mos abordando alguns conceitos quanto ao oficio ministerial da vida de um pastor, convidamos o leitor a trazer a memória exemplos vivenciados no relacionamento ovelha/pastor por cada um de nós, afim de traçar-mos um paralelo com o assunto na contemporaneidade.
Visando traçar este paralelo entre um exemplo Bíblico do ministério pastoral e os dias de hoje, façamos uma breve exegese, ainda que superficial do texto contido no livro dos Salmos, capítulo vinte e três.
“O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.” (vrs.1)
O salmista demonstra uma certeza e convicção de quem é o seu pastor. Cremos que este seja o primeiro passo, saber exatamente quem estamos seguindo. A medida que conhecemos nosso pastor, podemos relatar algumas de suas particularidades. Sabemos descrever qual o timbre da sua voz, a maneira de falar, de andar, de agir, qual o seu temperamento, virtudes, normas..., inúmeros podem ser os relatos quanto as características de um específico pastor, isto vai depender do grau de intimidade vivenciado com ele. A certeza de Davi quanto ao seu pastor era convicta. Parece redundante mais não é! Ele sabia muito bem que era o seu pastor, por conta disto, afirmou com segurança: “...nada me faltará”(vrs.1) O registro deste relacionamento entre Davi e seu Pastor, logo no primeiro versículo nos demonstra qual o modelo ministerial a ser seguido por todos aqueles vocacionados a este ofício. Conhecemos realmente o nosso pastor, ou ele anda ocupado demais com assuntos administrativos, jurídicos ou de interesses próprios? Nos sentimos acolhidos por ele nos momentos mais difíceis da caminhada? O seu pastor te conhece pelo nome, ou de ouvir falar? Poderíamos dizer com a mesma certeza do salmista, que não faltará no mínimo atenção e cuidado para conosco?
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.” (vrs.2)
O verdadeiro pastor, esta sempre em busca de pastos verdejantes para suas ovelhas. Esta é mais uma característica relacionada ao cuidado. Pastos verdejantes demonstra preocupação quanto ao alimento do rebanho, ao ponto de poder comer e tirar uma boa pestana após a refeição. Como alguém satisfeitíssimo com a refeição oferecida, não podendo de nada reclamar. Sua única preocupação após a refeição é descansar na confiança e vigilância do seu pastor.
“...guia-me mansamente...” O verdadeiro pastor, é aquele que nos da a direção em que devemos seguir. A direção das ovelhas está totalmente condicionada ao trajeto traçado pelo pastor. O texto nos relata que o bom pastor, é aquele que guia suas ovelhas com mansidão, para que nada se perca e tudo seja aproveitado, não dispersando nada, fazendo com que todas o sigam, chegando em segurança ao local planejado. Como tem sido o trato contemporâneo dos pastores com suas ovelhas? A mansidão tem sido o tempero nas questões mais simples ou mais complexas na trajetória do rebanho?
“...a águas tranqüilas.” Ovelhas são animais sensíveis e vulneráveis a ações externas. Portanto o cuidado do pastor é imprescindível na hora de escolher um local tranqüilo para saciar a sede do rebanho. A sede do rebanho de maneira nenhuma pode ser ignorada, mas a tranqüilidade no caminhar é fruto das escolhas do pastor. Por onde nós estamos andando? Para onde estamos sendo conduzidos a matar nossa sede diária?
“...Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome” Todos nós precisamos de refrigério. Ninguém vive a mil por hora o tempo todo. Nossa alma precisa constantemente de descanso. Para descansar é preciso escolher um lugar certo, de preferência tranqüilo. Todo bom pastor precisa saber quando suas ovelhas precisam de descanso e refrigério. Faz-se necessário leva las para lugares calmos, trilhando caminho de justiça. Somente os justos merecem descanso. Existe alguém que diga: O bom descanso dos justos. Deus faz isto conosco, por amor ao seu nome! Todo bom pastor tem um nome a zelar. É preciso que ele seja respeitado pelas ovelhas mediante atitudes justas. Vivemos tempos difíceis, onde pastores não tem dado refrigério a seus rebanhos, muitas vezes os tem deixados cansados, com fome e nus, uma vez que fora retirada toda a lã das ovelhas. Que nome este pastor tem a zelar? Você já encontrou algum pastor assim?
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo;” Isto nos faz lembrar as palavras de Jesus: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. O bom pastor é a melhor companhia, em tempos de alegria, mas principalmente, em tempos de dificuldade. Todos nós passamos ou passaremos em momento oportuno pelo vale da sombra da morte. Quem nunca passou por um dia mal. O dia mal chega para todos, o que faz a diferença é saber que como ovelha, existe um bom pastor me guiando, cuidando e protegendo. O Salmista afirma não temeria mal algum, ele sabia muito bem do que e de quem estava falando. A intimidade ou proximidade com o pastor nos faz ter certeza e convicção da proteção, não importando o lugar, o tempo ou as circunstâncias. O bom pastor está sempre conosco. Nos momentos mais difíceis, você tem liberdade para clamar por socorro? Existe alguém disponível para ajudá-lo no que for preciso? Poderíamos dizer da mesma forma que o salmista, o meu pastor está comigo?
“...a tua vara e o teu cajado me consolam.” Pastores de verdade, cuidam, alimentam, protegem, mas também disciplinam! A vara como instrumento nas mãos do pastor para guiar o rebanho, o cajado para disciplinar as ovelhas mais difíceis de serem controladas. Vivemos dias em que o rebanho de ovelhas chamada igreja tem procurados sermões de auto-ajuda, procurando na grande maioria escutar daquilo o que é agradável aos ouvidos. Alguns pastores sabem muito bem do que estamos abordando. Na tentativa de manter seu rebanho sempre volumoso, procuram evitar o uso da vara e do cajado, para não passarem por maiores constrangimentos com suas ovelhas. O verdadeiro pastor não deve se esquivar da atitude repreensiva, caso contrário, estará cuidando de lobos, não de ovelhas.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.” O verdadeiro pastor, comemora as vitórias das suas ovelhas. Ele prepara um banquete diante das adversidades vencidas, unge suas ovelhas com o óleo, com a presença do Espírito Santo, até que o cálice transborde... Isto é uma comemoração de verdade! Uma comemoração transbordante, não pela metade. O bom pastor honra a quem deve honrar para que seja dado testemunho. Ele sabe bem o poder influenciador de um bom testemunho. Ele não toma para si os louros da glória! Ele compartilha com todos uma vitória.
“Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; Certamente a bondade e a misericórdia estarão conosco, a medida que depositamos nossa confiança nas mãos do pastor certo. Quando fazemos isto, só nos resta a certeza de estar-mos diante a sua bondade e misericórdia. Precisamos lembrar, que bondade e misericórdia também são sentimento humanos. Um pastor que não possui estas prerrogativas, não pode ser considerado um pastor de verdade.
e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.” Habitar na casa do Senhor é o objetivo de todos nós, não só hoje, mas para todo sempre... Um lugar de bondade eterna! Pastores de hoje precisam entender que não só a casa é do Senhor, mas todos os que estão destinados a morarem nela. Este precisa ser o prisma do ministério pastoral contemporâneo.
Este é o modelo registrado por Deus, para o cumprimento do ofício ministerial de homens vocacionados por Ele, chamados para serem zeladores da igreja mística de Cristos. Homens que atuem como servos, assim como Cristo Jesus.
De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Fp 2.5-8)
O ministério pastoral contemporâneo precisa urgentemente rever suas práticas. O padrão estabelecido esta registrado nas Escrituras Sagradas. O texto bíblico nos mostra que a postura de um verdadeiro pastor é a de dar a vida por suas ovelhas. Jesus abordou esta questão usando a tão famosa, porém tão esquecida parábola da ovelha perdida.
Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la? (Lc 15.4)
Este é o padrão, esta é a norma, isto é o que se espera ainda hoje, século XXI, para o correto cumprimento do ofício ministerial pastoral contemporâneo. O ministério pastoral contemporâneo, precisa permanecer contemporâneo, assim como as verdades Bíblicas que transcendem o tempo permanecendo verdadeiras e atuais. Sigamos o padrão Bíblico para o exercício desta função, somente desta maneira estaremos sempre atualizados e capacitados para o cumprimento deste exercício ministerial.